Radiocontroles

Backup Error no DX7
O receptor R168DF / DP

Receptores de 2.4GHz - Cuidados na instalação
Os rádios Walkera
Problemas nos Sticks dos rádios 6EXA
Interferências na cabeçeira da pista
Rádiocontrole Funcionamento
A antena do receptor
Cabo trainer

Receptor R148 / 149 DP
Interferências
Usando o modulo de RF do 9CAP no 8UAP


As antenas dos TX Spektrum

               Nos rádios de 2.4GH, tanto tanto da Futaba como os da Spektrum, a antena transmissora é feita com o próprio cabo que sai do módulo de trans-
missão, apenas "desencapando" parte da malha de blindagem e deixando exposto o fio central do cabo que torna-se a antena própriamente dita.
              A parte "ativa" da antena é embutida na parte superior do tubo plástico móvel que compõe a antena dos rádios .
              Nos radios da Futaba a articulação da antena é feita apenas no encaixe entre a parte fixa e a móvel, permitindo que o cabo passa livremente no
seu interior. Já nos rádios da Spektrum, essa mesma articulação é conseguida fazendo passar um pino plástico entre as partes e o cabo passa entre esse pino
e o corpo plástico da antena.
              Quando a articulação quebra o pino, seja por uma quada do rádio ou porque alguém a força além do limite, o pino quebra e a ponta da antena fi-
ca pendurada pelo cabo. Neste casos é comum o usuário tentar conserta a antena colocando um pino metálico na articulação, porém como o espaço onde passa o cabo é muito pequeno, muitas vezes ao forçar o pino o cabo é rompido fazendo com que o rádio deixe de transmitir.
               Tenho recebido alguns rádios nestas condições na oficina. Lamentávelmente, como não é um hábito fazer o teste de alcance ( muitos aeromodelistas
sequer sabem como fazer o teste com os rádios de 2.4 ), o problema só será percebido quando houver a perda do controle do modelo.
               Nestes casos onde o cabo é rompido, o ideal seria trocar todo o conjunto da antena, a parte exterior plástica e o cabo. Porém como isso nem sempre é possível, eu tenho consertado as articulações e emendado o cabo rebentado conforme pode ser visto nas imagens abaixo. É uma solução eficiente, a emenda é feita de modo que fique no interior do rádio, e tem dado bons resultados.
               Nunca esqueça que para o melhor desempenho do link de rádio, a antena deve ficar perpendicular ao rádio durante o vôo e nunca apontando para o modelo.

           

                                        Emenda do fio central (0,7mm)         Emenda da malha de blindagem                   Cabo pronto

 

 

 

Mensagem de erro no Spektrum DX7

           Tenho recebido com alguma frequencia, consultas de clientes sobre um problema que o rádio DX7 da Spektrum apresenta. Trata-se da mensagem
" Backup Error ".
           Essa mensagem aparece quando, por qualquer motivo, o usuário esquece de desligar o rádio normalmente. O rádio ficando ligado, a bateria vai se descarregando lentamente até atingir a voltagem mínima quando então é acionado o alarme audível. Se mesmo assim o rádio não for desligado, a bateria continua a descarregar-se até que o rádio "apaga" totalmente.
           Quando o aeromodelista vai usar o rádio e percebe que este ficou ligado, ele faz a coisa mais óbvia. Desliga a chave e liga o carregador. A surpresa aparece no momento que o rádio é ligado novamente. Aparece no display apenas a mensagem "BACKUP ERROR", e o rádio não funciona mais.
           Ela indica que o processador do rádio não conseguiu finalizar a programação corretamente, isto é não conseguiu, gravar os parâmetros que estavam em operação durante a operação do rádio.
           Em princípio isso não deveria ocasionar nenhum problema. O software deveria "gerenciar" esta situação tranquilamente. Mas isso não acontece no DX7, portanto NA MINHA OPINIÃO ISSO É UM ERRO DE SOFTWARE e, portanto um defeito de fabricação.
           Os rádios que apresentam esse defeito só podem ser consertados ( ou terem as suas placas-mãe trocadas ) no distribuidor da Spektrum no Brasil, a Diniz Esteves em Belo Horizonte.
           Um detalhe, a Diniz só dá manutenção nos rádios vendidos por ela aos distribuidores brasileiros, ou seja, se você comprou o seu rádio na GABA ou nos EUA, vai ter que tratar diretamente com os vendedores. Isso significa, na maioria das vezes, jogar o rádio no lixo e comprar outro.
           Tratando-se de um rádio relativamente caro isso é uma grande sacanagem com o consumidor.
           Pessoalmente eu sou totalmente contra essa política e penso que, qualquer fabricante sério de qualquer marca, deveria, ao nomear uma empresa como seu representante, obrigar contratualmente que esta forneça assistência total aos equipamentos da marca, independente de onde o mesmo foi comprado.
           A isso damos o nome de reputação, mas o que vemos é exatamente o oposto: o fabricante pouco preocupado em zelar pela sua marca e alguns distribuidores "se lixando" para os consumidores.
          Para finalizar, existem algumas soluções "mágicas" para solucionar o problema através de comandos especiais dados ao rádio através do menu de serviço do mesmo, que podem ser encontrados em sites e forums na Internet, mas até hoje eu não soube de nenhum procedimento que tenha dado certo.

 

 

 

 

O receptor R168DF

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         O receptor R168DF foi lançado para substituir o velho e bom R127DF que por muitos anos equipou os radios FM da Futaba mas foi descontinuado.
         O problema é que esse receptor é montado na China e a qualidade do circuito, como de resto os outros equipamentos que a Futaba está fabricando
naquele país, não é boa.
         Recebo com alguma frequencia receptores R168DF cujos componentes estão mal soldados na placa do circuito provocando mau funcionamento dos
mesmos. Alguns receptores apresentam tantos problemas que simplesmente não é possivel consertá-los!
         Quando estes receptores sofrem uma pancada forte, no caso da queda do modelo, então o problema é maior e são raros aqueles que se con-
segue fazer funcionar normalmente devido aos contatos intermitentes entre os componentes e a placa do circuito.
         Certamente não são todos os receptores que apresentam esses problemas. A maioria funciona bem, mas o que chama a atenção é que no caso dos receptores mais antigos, especificamente os R127DF, jamais vimos ocorrer esse tipo de problema. O controle de qualidade do circuito era muito melhor e mesmo sofrendo pancadas violentas quebram-se os componentes ( filtros cerâmicos, cristais e até bobinas ) mas a integridade das soldas e da placa principal
raramente são atingidas.
         Por isso fica aqui o meu conselho: Se você comprou um rádio FM da Futaba e o receptor é o R168DF, redobre os cuidados ao instalá-lo no avião.
Não economize espuma em volta dele e proteja-o muito bem, porque se der o azar do avião vir a a lenhar e o receptor bater, haverá uma possibilidade
grande de você precisar comprar um receptor novo.
         Por outro lado se você está querendo comprar um outro receptor FM para um segundo avião, compre um R127DF usadinho em bom estado que além de ser mais barato não lhe trará dores de cabeça no futuro.

 

 

Alguns cuidados com os receptores de 2.4GHz

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            Com a popularização dos rádios de 2.4 GHz estão surgindo dúvidas entre os aeromodelistas sobre o funcionamento e até a confiabilidade destes rádios.
            Seguidamente sou questionado sobre esta tecnologia, se ela realmente é boa, se vale a penas trocar os rádios de 72MHz para 2.4, se realmente estes rádios são imunes a interferências e outras tantas duvidas.
            Correm boatos nos campos de vôo que os rádios de 2.4 são instáveis porque apresentam “zonas de sombra” de sinal aonde pode haver a perda de controle do modelo e que o alcance efetivo não é suficiente para controlar o modelo a uma distância maior e outras bobagens que geralmente são disseminadas por pessoas que não tem uma base técnica sólida e falam somente para impressionar os demais colegas .
            Em primeiro lugar é importante salientar que o uso da faixa de 2.4GHz começou a ser usado a muitos anos inclusive em sistemas militares portanto trata-se de um sistema robusto e exaustivamente testado. Não é preciso dizer o cuidado técnico que existe nos paises europeus e nos Estados Unidos para homologar o uso de equipamentos de radioemissão.
            Se os equipamentos que utilizam esta faixa apresentassem qualquer indício de falha jamais seriam liberados para o uso em RC e muito menos os grande fabricantes como a Futaba e a JR iriam investir dinheiro neste sistema. Só isso bastaria para garantir que os rádios de 2.4 são bons, confiáveis e seguros.

Como funcionam

            É sabido que os rádios de 2.4 não usam cristais, são sintetizados. O que muita gente não sabe é que eles não operam num canal fixo como os rádios cristalizados.
            A faixa de 2.4GHz tem 80 canais disponíveis que podem ser usados de várias formas de acordo com cada tipo de equipamento de RC.
           A regra estabelecida entre os fabricantes de equipamentos exige que qualquer equipamento ao ser ligado faça uma varredura na faixa a fim de encontrar um ou mais canais vagos, para só depois iniciar a transmissão propriamente dita. Essa é a razão pela qual é virtualmente impossivel um rádio interferir no outro: Um rádio jamais vai transmitir em cima de um canal ocupado.
            O sistema utilizado pela Spektrum/JR utiliza dois canais: um onde os sinais de controle são transmitidos até o receptor e outro que fica na reserva para caso aja algum problema com o canal principal que esta transmitindo, assumir imediatamente a transmissão.
            Quando um transmissor da Spektrum é ligado ele possui um receptor interno que "varre" a faixa a procura de um canal vago. Quando encontra ele trava no canal e começa a transmitir. A seguir inicia uma nova busca até achar um segundo canal livre passando a transmitir um sinal nele. Assim o rádio garante que se outros rádios forem ligados estes 2 canais não serão usados uma vez que encontram-se ocupados.
            Uma vez escolhidos os dois canais o rádio passa a transmitir num deles deixando o outro na reserva. Caso ocorra qualquer problema com o canal que esta transmitindo, o rádio desvia a transmissão para o canal reserva e imediatamente procura um novo canal para ficar na reserva. Tudo isso é feito sem que o usuário perceba porque a rapidez da troca é medida em milisegundos ( um milésimo de segundo ). Este sistema é conhecido também como "hot standby" ou dual link.
           Já o sistema usado pela Futaba funciona diferente. Os rádios da Futaba não alocam canais na banda, eles acham um canal vago e começam a transmitir porém a cada 2 milisegundos "pulam" para o próximo canal vago onde permanecem transmitindo por mais 2 milisegundos e depois trocam de canal novamente. Ou seja, o rádio fica pulando de canal em canal de um lado para o outro continuamente.Como o tempo de troca é muito rápido o sistema também é transparente para o usuário. Para ele o rádio simplesmente está sempre transmitindo.
           Existem vantagens e desvantagens nestes dois sistemas de transmissão mas que aqui não interessa para o aeromodelista, basta saber que ambos são confiáveis e plenamente testados e aprovados.

Caracteristicas práticas


           O foco principal deste texto é alertar aos colegas para a importância da correta instalação dos receptores a bordo do modelo porque qualquer negligência nesta hora poderá comprometer o correto funcionamento do rádio. Digo mais, a maioria dos problemas que algumas pessoas encontraram ao utilizar os rádios de 2.4 foram justamente pela não observação das informações contidas nos manuais, principalmente no capitulo que informa como devem ser instalados os receptores.
           Diferentemente dos rádios de 72MHz que tem um fio de 1 metro de comprimento como antena do receptor, nos receptores de 2.4GHz a antena tem 3, 2cm de fio! Além disso como a frequencia utilizada é altíssima as antenas são muito direcionais. Isso quer dizer que enquantos nos rádios de 72Mhz não havia maiores preocupações na hora de instalar a antena, que é apenas uma, e basta extendê-la ao longo da fuselagem, nos rádios de 2.4 as antenas são no mínimo duas em cada receptor e em sistemas como o Spektrum são quatro, uma vez que são utilizados 2 receptores funcionando juntos. A JR tem um sistema de alta confiabilidade para modelos gigantes onde são utilizados 4 receptores, portanto temos 8 antenas! E cada sistema tem uma posição definida para a colocação dos receptores para que as antenas assumam posições exatas para proporcionar o melhor desempenho do conjunto.
           Outra caracteristica dos rádios de 2.4 é utilizar uma potência de transmissão que é no máximo 1/5 da potência de um rádio de 72MHz. Enquanto estes transmitem com 0,5 a 0,7 Watts os rádios de 2.4 transmitem apenas com apenas 0,1 Watts. Isso no Brasil e nos EUA porque na Europa esse valor fica em torno de 0,06 a 0,08 Watts apenas. Embora essa seja uma caracteristica dos equipamentos que trabalham em frequencias elevadas, isso exige que a sensibilidade ( capacidade de receber sinais fracos ) dos receptores seja muito boa para que se tenha um bom alcance.
           As ondas de rádio de 2.4GHz se propagam como se fossem onda de luz, ou seja, em linha reta não contornando objetos. Isso faz com que para que aja recepeção as antenas do receptor tem que "ver" a antena do rádio. Por isso se o modelo passar por trás de uma árvore grande ou de uma construção certamente irá perder o controle porque os sinais do transmissor não serão captados pelo receptor, ou chegarão tão fracos que este não será capaz de decodificá-los e comandar os servos. É importante então para o perfeito funcionamento do sistema ter o modelo sempre a vista.

A instalação dos receptores


           Porém o detalhe mais critico nos sistemas de 2.4 é sem dúvida a direcionalidade dos sinais, isso é as antenas do receptor por serem pequenas, se não forem corretamente instaladas, em determinadas posições do avião elas ficarão "de ponta" em relação a antena do rádio e a recepção dos sinais será mínima e se o avião estiver muito longe poderá haver quebra do link de rádio e perda do controle.
           Para evitar isto os manuais dos rádios dedicam um capitulo especial para a instalação dos receptores na fuselagem do avião e o respectivo posicionamento das antenas.
           O sistema de 2.4 da Futaba utiliza apenas um receptor com duas antenas que devem ficar num angulo de 90 graus entre si, já os radios da Spektrum usam 2 receptores, um principal aonde são conectados os servos e outro auxiliar que compõe o sistema "Dual Link". Cada um dos receptores tem duas antenas dispostas horizontalmente 180 graus entre si. Os receptores devem ser instalados de modo que as suas antenas fiquem uma no plano horizontal e a outra no plano vertical, formando uma cruz. Essa disposição vai garantir que ambos receptores recebam os sinais do rádio independente da posição que este estiver em relação ao avião ( recepção OMNIDIRECIONAL ).
           Este tipo de instalação das antenas chama-se POLARIZAÇÃO CRUZADA.
           Desnecessário dizer que o tamanho dos fios das antenas de 2.4 ( 3,2cm ) são críticos e não devem ser cortados e muito menos aumentados.
           Outro detalhe que devemos lembrar é que sempre que for possível devemos manter as antenas afastadas de peças metálicas ou de fibra de carbono porque qualquer objeto condutor de eletricidade proximo a uma antena poderá alterar o seu funcionamento e desempenho. Assim, procure colocar os receptores afastados da linkagem,principalmente dos cabos. Isso não é uma condição essencial mas certamente se for observada dará maior confiabilidade ao sistema.
           Um último detalhe diz respeito a antena do rádio que deverá estar sempre "quebrada" em 45 graus garantindo que o máximo de sinal estará sendo enviado ao avião. Lembre-se que quando a antena do rádio está "apontada" para o modelo o sinal irradiado é menor .
           Estas informações constam nos manuais dos rádios e não são novidades, mas tem muita gente boa por ai que não se dá ao trabalho de ler o manual, instala o equipamento de qualquer jeito e depois quando ocorre uma pane são os primeiros a sair dizendo pra todo mundo que os rádios "não prestam".
           Convém lembrar, como já falei no inicio que os sistemas de rádio na faixa de 2.4GHz são robustos e quando operando dentro das suas especificações funcionam perfeitamente.

MAno


           

Rádios Walkera

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             Um nova marca de RC apareceu no mercado brasileiro. São os rádios da marca WALKERA. Os mais simples como este da foto fazem parte do kit de helicópteros elétricos.. Outro modelos mais sofisticados com até 8 canais tentam imitar os radios da JR.
             Esses rádios são feitos na China e como tal tem um preço muito convidativo em relação as marcas tradicionais japonesas. O grande problema é que o produto todo é baixa qualidade, tanto na parte eletrônica como mecânica. Assemelham-se muito aos produtos vendidos por camelôs, ou seja, quando apresentam
algum tipo de problema raramente é possível consertá-los e o seu destino é a sucata.
            Não só esta marca de radiocontrole produzido na China está chegando ao mercado nacional, já chegaram as minhas mãos para conserto radios de marcas
totalmente desconhecidas e sem a menor possibilidade de recuperação.
            Este modelo que aparece nas fotos me chamou a atenção porque além de não funcionar corretamente, e os seus componentes não fazerem parte da produção de fabricantens conhecidos e bem documentados, as duas chaves que aparecem na parte frontal do rádio, bem como um pequeno botão preto junto a chave do lado direito, SIMPLESMENTE NÃO FORAM LIGADOS AO CIRCUITO!!! Foram apenas fixados na carcaça do rádio e ali ficaram sem nenhuma função!
           Na foto abaixo é possível ver inclusive que sequer receberam solda em seus terminais???!!!
           Fica então o alerta, sobretudo àqueles que estão iniciando no aeromodelismo, para que não comprem equipamentos assim. Podem até serem mais baratos que um rádio equivalente de uma marca consagrada, mas sequer chegam perto em qualidade.
           A minha preocupação é que o pessoal iniciante começe a comprar estes rádios e instalar em modelos Glow. Em tese irão funcionar, mas na prática o
risco de se perder o controle do modelo ou mesmo provocar algum acidente mais grave é grande.
          Tudo bem, brincar com um helicópterozinho elétrico que voa a 20 metros do piloto é uma coisa, mas utilizar esse tipo de rádio em modelos maiores é problema.
          Sabemos todos os problemas enfrentados pela grande maioria dos colegas aeromodelistas: Falta de dinheiro e falta de conhecimento. Para a primeira não
tem como fazer muita coisa, mas em relação ao conhecimento, fica o conselho: Conversem com colegas mais antigos no hobby, perguntem bastante e observem os equipamentos que estão sendo utilizados nas pistas antes de fazer uma compra. Certamente é muito melhor comprar um sistema de radicontrole tradicional de uma marca consagrada, mesmo que seja usado, do que comprar um equipamento "marca diabo" novo.
          Lembrem-se do ditado: " Não existe almoço grátis ! ". Isso vale para qualquer tipo de compra.

MANO

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Os sticks dos 6EXA/H

 

                                          A exemplo dos rádios 4YF, os modelos da série EXA ( 4EXA, 6EXA e 6EXH ), apresentam uma grande queda de qualidade
incompatível com o nome FUTABA.
                                          Estes modelos fabricados na China, além de terem um design interno muito pobre, com fios passando por todos os lados da placa
do circuito e colados com "cola quente", apresentam também problemas de qualidade nos potenciômetros dos sticks.
                                          Sendo peças sujeitas a constante movimento, não suportam a rotina de trabalho e seguidamente recebo estes transmissores apre-
sentando problemas nos sticks.
                                          Nem mesmo o rádio "Walkera" da foto acima, feito também na China e sem qualquer tradição de nome entre os RC utiliza os poten-
ciômetros metálicos de melhor qualidade do que os utilizados pela Futaba nos rádios EXA.
                                         Através das fotos abaixo podemos ver que mesmo os antigos rádios Conquest FM ou mesmo o Attack AM ( montados em TAIWAN )
tinham sticks de melho qualidade.
                                         Portanto fica a sugestão: se você tem um rádio desta série, SEMPRE ante de voar, confira se os comandos estão funcionando correta-
mente.

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    Stick de um rádio 7UAF/P. É possível observar 4                                                    Aqui vemos um stick de um rádio 4EXA. Os potenciômetros
potenciômetros metálicos. Dois ligados as alavancas                                             são plásticos e apenas 2 já que o ajuste da trimagem é digital.
dos sticks e mais dois para o ajuste da trimagem.Também
                                    Não existe ajuste para a pressão das molas. Não existe nada
podemos ver os parafusos para ajustar a pressão das mo-                                    aparafusado. Tudo é encaixado e colado.
las dos sticks.

 

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Acima o potenciômetro plástico utilizado nos rádios da série EXA e a pequena arruela que o trava no conjunto do stick.
Abaixo o potenciômetro metálico utilizado nos rádios de maior qualidade.

 

 

 

 

Recall nos rádios DX6i

               Depois dos problemas de "identidade" apresentados pelos rádios FASST da Futaba, agora é a vez dos Spektrum mostrarem o seu "lado negro".
              O defeito apresentado por uma série destes rádios trata-se de mau contato nos potenciômetro dos sticks. É o velho problema tão bem conhecido dos usuários dos rádios da série EX da Futaba, principalmente o 6EXA. Só que a Futaba não quis fazer um recall talvez porque nem tivesse como saber qual série de rádios apresentam problemas e, acabou deixando a "bomba" nas mãos dos infelizes compradores.
              Na verdade isso até era de se esperar porque os rádios da Spketrum também são montados na China. O dificil de aceitar é que um fabricante mantenha um controle de qualidade tão baixo sabendo dos problemas da terceirização para os asiáticos.
             Bem pra começo de conversa não são todos os rádios DX6i que estão apresentando problemas. Apenas aqueles que tem dentro da caixa das baterias o selo de data de fabricação 807E, 808E, 809E, 810E, 811E, 812E e 901E

            

 

               Segundo a Horizon Hobby, distribuidora da marca, TODOS os rádios que não tiverem os numeros relacionados NÃO APRESENTAM O PROBLEMA e portanto não necessitam serem enviados para o recall.
               Também aqueles rádios que NÃO TENHAM NENHUM SELO ( Date Code Label ) estão isentos do problema e podem ser usados normalmente.
               Os rádios com problemas que estejam fora dos EUA deverão ser encaminhados as lojas aonde foram comprados e estas providenciarão o envio para a assistência técnica para que o reparo seja feito.
                Boa sorte a todos.

                Mano

 

 

 

 

 

 

 

Manuais em português.

 

        Muitos colegas me pedem manuais em Português de rádios, carregadores, cicladores e outros equipamentos utilizados em modelismo.
        Alguns eu tenho e envio uma cópia cobrando apenas o custo da xerox, mas outros só disponho de copias em inglês o que dificulta a leitura para o pessoal.
       As importadoras é quem deveria fornecer cópias em português dos manuais daqueles produtos que eles representam, mas infelizmente sei que isso não acontece.
       Portanto estou solicitando que todos que estiverem lendo este texto e tiverem manuais de qualquer equipamento de aeromodelismo, principalmente dos rádios, que façam a gentileza de me mandar uma cópia. Eu pago a xerox e o correio.
      Assim poderei disponibilizar para o pessoal de todo o Brasil essa literatura técnica tão preciosa para aqueles que compram um rádio usado e não sabem como operá-lo.
      Aceito também manuais em inglês porque na medida do possível vou traduzindo algumas partes e repassando as informações em português pro pessoal.
      Em breve disponibilizarei no site uma lista de manuais que tenho para que os colegas possam ter acesso a eles.
      Obrigado a todos.
      Mano

      Obs: Antes de mandar o material por favor enviem um email informando a MARCA e o MODELO do equipamento.

 

 

 

 

 

 

 

 

O Radiocontrole

 

O equipamento de radiocontrole (R/C) utilizado para comandar os aeromodelos continua sendo, para a maioria dos aeromodelistas, uma "caixa preta". Isso acontece porque para que se possa efetivamente entender o seu funcionamento, é necessário ter alguns conhecimentos básico de eletrônica e telecomunicações.
Tentaremos nesse texto, fornecer ao colegas algumas informações com a finalidade de esclarecer um pouco o que há dentro dessa "caixa preta", com palavras simples e sem abusar muito dos termos técnicos.
O funcionamento de um R/C deve ser bem simples, quando movimentamos a alavanca do stick do transmissor esperamos que o servo correspondente se movimente proporcionalmente controlando o modelo.
O movimento do stick gera um sinal elétrico que precisa chegar até o receptor para movimentar o servo. A forma de fazer chegar ao receptor o sinal produzido pelo movimento do stick é "juntá-lo " a uma onda de rádio.
Esse processo é bem conhecido de todos nós. Quando escutamos um jogo de futebol num rádio acontece a mesma coisa, a única diferença é que nesse caso é um microfone que está gerando o sinal elétrico que chega até o nosso receptor. Da mesma forma quando assistimos a televisão, o sinal elétrico que estamos recebendo foi produzido por uma câmara de vídeo no estúdio da emissora.
A "mistura" do sinal elétrico do nosso R/C com a onda de rádio recebe o nome técnico de modulação. Se a modulação alterar a amplitude da onda de rádio, teremos um sistema AM ( Amplitude Modulada ). Por outro lado, se a modulação alterar a freqüência da onda de rádio, teremos um sistema FM ( Freqüência Modulada).
O sinal elétrico que vai modular a onda de rádio pode ser de dois tipos:

              PPM ( Pulse Position Modulation ) ou modulação por posicionamento de pulso;
              PCM ( Pulse Code Modulation ) ou modulação por código de pulso.

Resumindo isso tudo o que você precisa saber é o seguinte:

AM e FM são tipos de modulação da onda de rádio;,
PPM e PCM são formas de codificar o sinal elétrico que vem reproduz o movimento do stick.

Podemos então ter um rádio FM que seja tanto PPM como PCM , ( mais comum ) ou ainda um rádio AM que também seja PPM ou PCM , ( menos comum ).
A pergunta é: Porque não temos rádios AM codificados em PCM ? Tecnicamente isso é viável, tanto que os primeiros rádios FUTABA codificados em PCM eram AM. Porque ? Simplesmente porque não existiam R/C FM ainda !
Hoje todos os rádios PCM são FM porque a transmissão em FM tem uma série de vantagens em relação a transmissão em AM, por isso não se fabricam mais rádios AM.

Vantagens e desvantagens dos sistemas de R/C


RÁDIOS AM


Os rádios AM que ainda são muito usados aqui no Brasil devido ao seu baixo preço e ao fato de muitos colegas ainda possuírem aquele primeiro rádio adquirido quando ingressou no aeromodelismo. Esses equipamentos quando bem conservados funcionam perfeitamente, dentro das suas limitações técnicas. As principais limitações de um rádio AM são:
- Baixa imunidade a interferências produzidas por ruídos elétricos, pois os ruídos, devido a sua característica elétrica, localizam-se nos picos da onda de rádio, justamente no local em que um rádio AM transporta os sinais elétricos de controle.

- Baixa capacidade de rejeitar sinais interferentes de outros canais dentro da faixa de operação. Isso ocorre porque os receptor utilizados nos rádios AM são de conversão simples. A conversão de freqüência, faz parte do processo que o receptor utiliza para receber os sinais enviados pelo transmissor. Enquanto num receptor de AM esse processo acontece uma só vez, nos receptores de FM ele ocorre duas vezes, tornando o receptor mais "seletivo". Esses receptores podem ser identificados pela tarja vermelha onde está escrito [ DUAL CONVERSION ].

Se você utilizar seu rádio AM em zonas onde não existem muitos colegas voando juntos e que não possuam muitas fontes geradoras de ruído como industrias, estações de radio difusão etc, certamente você voará sem problema algum no rádio.

RADIOS FM - PPM

Os rádios FM, que trabalham com a codificação dos sinais em PPM também são chamados de rádios analógicos , não apresentam as limitações do rádio AM e, portanto, só tem vantagens em relação a este. São mais imunes aos ruídos elétricos pois a modulação é feita pela variação da freqüência da onda de rádio e não da amplitude como no AM. O receptor de FM trabalha no sistema de dupla conversão e por isso não sofre a interferência de outros canais.


RADIOS FM - PCM


Os rádios FM, que codificam os sinais dos sticks em PCM são conhecidos também como rádios digitais. Fora essa particularidade, seu funcionamento é idêntico ao de uma rádio FM PPM. A grande vantagem desse tipo de rádio é que o seu receptor só identifica os sinais codificados pelo transmissor, sendo portanto imune a qualquer outro tipo de ruído ou interferência.
As variações do sinal elétrico produzida pelo stick são enviadas a um microprocessador que as codifica em uma seqüência binária ( 1 e 0 ), também chamada de "palavra digital" , que é enviada pelo transmissor até o receptor como nos processos analógicos.
Ao chegar no receptor, outro microprocessador "identifica " o código e aciona o servo correspondente. O número 1024 que vem impresso na caixa do rádio PCM, indica que o rádio pode codificar até 1024 posições diferentes do stick! Ou seja, para cada uma das 1024 posições que o stick for colocado, o rádio gerará uma "palavra digital" que será enviada ao receptor.
Toda esse sofisticação tem um custo, geralmente medido em dólares...

CONCLUSÃO

Agora você tem condições de avaliar qual o melhor sistema de R/C que deve comprar. Como e onde pode utilizar o rádio que você possui, e também ficou sabendo porque um rádio custa mais caro que outro.
Esse texto foi uma apresentação bem superficial, destinada a colegas que não possuem conhecimentos mais profundos em eletrônica e telecomunicações. Em artigos futuros, estarei abordando questões mais técnicas dos equipamentos de R/C, destinada aos mais "iniciados"
Convém salientar que entre os maiores fabricantes de R/C, existem diferenças entre o modo de operação dos equipamentos. Como exemplo posso citar os rádios FM da JR que não utilizam receptores de dupla conversão, preferindo o emprego de outros componentes diferentes. O resultado disso é um receptor bem menor que o da Futaba com o mesmo desempenho.

 

Interferências

                        Pessoal, vez por outra recebo um rádio para consertar, cujo dono alega que estava voando normalmente e de súbito perdeu o controle do modelo. Já sei que depois de submeter o rádio a todos os testes com o equipamento não vou encontrar defeito algum. Mas o colega não é maluco, se ele perdeu o controle do modelo, alguma coisa houve.
                        Descartando-se os casos em que a chave liga/desliga tinha mau contato, que os fios e/ou conectores da bateria estavam oxidados ou frouxos, qua a própria bateria já estava velhinha e esgotou a carga antes tempo e que não tenha havido erro de pilotagem, certamente a causa da queda foi devido a uma INTERFERÊNCIA.
                        Mas afinal o que é INTERFERÊNCIA? Deixando de lado a interferência que algumas pessoas fazem nos assuntos dos outros, vamos nos restringir a interferência que acontece nos sistemas de radiocomunicação onde um radio transmissor envia sinais através do ar que serão captados por outro rádio receptor distante.
                        O sistema mais conhecido de radiocomunicação por todos são as emissoras de radio comerciais de AM e FM. Nesse sistema, potentes transmissores com vários KW ( quilowatts ) transmitem seus sinais em todas as direções (omnidirecionais), abrangendo uma região que pode ser de algumas dezenas de quilômetros no caso das transmissões em FM, até centenas de quilômetros nas transmissões de AM.
                        Um receptor de rádio quando sintonizado exatamente na frequência ( CANAL )de uma dessas emissoras irá receber os seus sinais na forma de musica ou voz. Intuitivamente também sabemos que quanto maior for a POTÊNCIA da emissora, mais longe serão captados os seus sinais. Por outro lado quanto maior for a SENSIBILIDADE do receptor, melhor ele captará emissoras distantes.
                         O receptor porém deve apresentar uma outra caracteristica além da SENSIBILIDADE, caracteristica essa, não tão importante quando se trata de escutar musica ou notícias, mas primordial quando queremos receber sinais de telecomando como é o caso do nosso radiocontrole, é a SELETIVIDADE.
                         Enquanto a SENSIBILIDADE é responsável por fazer com que o receptor receba sinais fracos, a SELETIVIDADE faz com que ele receba sómente o sinal de uma determinada estação, na qual ele está SINTONIZADO, REJEITANDO todos os outros sinais que estão presentes na sua ANTENA.
                         Sem entrar em muitos detalhes técnicos, vamos apenas dizer que o circuitos responsáveis pela SELETIVIDADE num receptor são os FILTROS.
                         FILTROS são conjuntos de componentes eletrônicos projetados para deixarem passar só uma frequência rejeitando as outras. Imagine a ANTENA do receptor como uma peneira na qual você coloca certa quantidade de areia e imagine que o diâmetro da tela da peneira é o FILTRO do receptor. Assim como na peneira você vai ter grãos de areia de todos os tamanhos, também na ANTENA do receptor voce terá várias frequências
( CANAIS ) presentes. Como na peneira só vão passar grãos de determinado tamanho, também o receptor só irá receber o CANAL para o qual o FILTRO foi SINTONIZADO.
                         Até aqui tudo bem mas o que vai acontecer se ao invés de colocarmos um punhado de areia na peneira colocarmos uma pá bem cheia? Certamente parte da areia irá derramar pelas bordas da peneira causando INTERFERÊNCIA na nossa areia peneirada! Ou seja, o FILTRO do receptor é projetado para bloquear os sinais indesejáveis DENTRO DE UM DETERMINADO LIMITE! O que eu quero dizer com isso é que se próximo ao receptor existir um outro transmissor com potência bem maior que o nosso rádio, MESMO QUE ELE NÃO ESTEJA EXAMENTE NA NOSSA FREQUÊNCIA IRÁ CAUSAR INTERFERÊNCIA NO NOSSO RECEPTOR.
                         Além da potência, existe outro fenômeno que causa INTERFERÊNCIA em sistemas de rádio. São as chamadas frequências ( ondas ) harmônicas . Esse é um assunto que envolve um pouco de física e matemática, por isso basta que saibamos que quando uma onda elétrica é produzida no transmissor, junto com ela, chamada de FUNDAMENTAL ( onda cuja frequência corresponde exatamente ao CANAL que estamos utilizando), também são geradas várias outras ondas cujas frequências são múltiplos da frequência original. Essas ondas são chamadas de frequências IMAGENS da onda principal. A principal catacteristica dessas ondas é que a medida que aumenta o múltiplo diminui a potência das mesmas. Só para ilustar podemos imaginar que se temos um transmissor de 10 watts de potência na frequência FUNDAMENTAL, a primeira harmônica 2IM ( 2 vezes a frequência fundamental ) possui sómente 3 watts e a segunda harmônica 3IM ( 3 vezes a frequência fundamental) apenas 0,1 watt. Os valores são ficticios pois a relação entre a potência das harmônicas é dada por uma fórmula matemática.
                         Voltemos ao nosso R/C. A potência de um transmissor de R/C varia entre 0,4 - 0,7 watts ( 400 a 700 miliWatts). O filtro do nosso receptor é projetado para bloquear frequências indesejáveis QUE TENHAM POTÊNCIA DENTRO DESSA FAIXA. Só para exemplificar, se tivermos uma estação de rádio operando nas proximidades da nossa pista e em uma frequência que gere ondas harmônicas exatamente na frequência do CANAL que estamos operando, se que essas ondas tiverem potência suficientemente elevada para suplantar o FILTRO do nosso receptor - VAMOS SOFRER INTERFERÊNCIA!
                         Para finalizar vamos ver como se caracteriza na prática essa tipo de INTERFERÊNCIA.

                         Você nota que o avião voa bem exeto em uma determinada área da pista, geralmente na aproximação final, quando o modelo parece que perde o controle - as vezes perde mesmo e cai. Você logo desconfia do rádio porque o resto do pessoal que está voando sem problemas . Provavelmente essa interferência só acontece no seu canal.
                          Tente verficar com o pessoal que está voando se notaram alguma interferência na mesma região da pista, em caso positivo qual o canal eles estão utilizando.
                          Se a INTERFERÊNCIA é continua, ou seja ao voar em determinada área da pista o avião fica "maluco", pode ser indicação de que a a INTERFERÊNCIA esteja sendo gerada por uma estação comercial de AM ou FM nas proximidades.
                          Se a INTERFERÊNCIA é aleatória - acontece de vez em quando, podemos suspeitar de um transmissor de radioamador, faixa do cidadão ou de outro serviço privado de telecomunicações.
                          Troque o canal do rádio ( troque os cristais por outros de frequência diferente e faça um teste novamente ). Se o problema desaparecer fica claro que era um INTERFERÊNCIA específica no canal que você estava utilizando.
                          Transmissões do sistema de Rádio Chamada ( BIPS ) também podem interferir no R/C uma vez que as frequências utilizadas nesse serviço fica localizada exatamente dentro da faixa destinada aos R/C utilizando os canais ímpares. Por exemplo entre o canal 20 ( 72.190MHz ) e o canal 21 ( 72.210MHz ) está operando uma frequência de BIP de 72 200MHz !
                          Estações de rádio mal ajustadas, antenas transmissoras mal acopladas, "butinas" que multiplicam varias vezes a potência de uma estação de PX, geralmente mal construídas, são alguma fontes de INTERFERÊNCIA nos R/C. Lembremo-nos que existem milhares de sinais de todas as frequências e com varios niveis de potência presente no ar que nos rodeia sem que saibamos nem de onde são gerados. Resta para nós o elo mais fraco dessa corrente, matermos nossos equipamentos bem ajustadas e em boas condições operacionais, pois só assim não seremos surpreendidos com a famigerada INTERFERÊNCIA.

 

Antena

 

            Na edição de Outubro/2001 da RC Modeler, o consultor técnico de R/C da revista, George Stainer, publicou um pequeno artigo sobre a influência do tamanho da antena do receptor no funcionamento do equipamento de R/C. Em seu relato, ele cita que muitos colegas que gostam de voar modelos muito pequenos tem problemas com o tamanho da antena do receptor, pois além de causar arrasto no modelo se ficar abanando na cauda, um movimento mais brusco pode fazer com que o fio seja apanhado pela hélice causando a queda do modelo. Os testes foram feitos de maneira empírica, ou seja, no campo porém com a utilização de aparelhagem específica para determinar as alterações na intensidade do sinal recebida pelos receptores. Foram utilizados equipamentos de R/C de todas as marcas porém sempre na faixa de 72 MHz.
            Dobrando uma antena normal de 39" ( 1 metro aproximadamente ) de maneira que ela fique na forma de um "U" sendo que a parte maior fique com um comprimento de 20" (50 cm aprox.) e o resto do fio colocado paralelamente com um separação de 4" ( 10 cm), A recepção apresenta uma perda de 4% do sinal recebido.

            Cortando um pedaço de 3" ( 7,5 cm ) dessa mesma antena porém utilizando a mesma esticada normalmente a recepção não é afetada! Portanto se a antena do seu receptor tiver um pequeno pedaço cortado, não se preocupe o rádio vai continuar funcionando normal.

            Agora cortando novamente o fio da antena e deixando ele sómente com 21" ( 53 cm ) a perda de sinal é de 16%. Isso pode representar um problema quando se utiliza micro receptores, uma vez que tendo esses equipamentos a banda mais larga, alguns deles simplesmente deixam de funcionar se um pedaço da antena for cortado. Não esqueça que os dados obtidos nessa experiência dependem muito do ambiente em que esta instalada a antena

            Finalmente se cortarmos um pedaço de uma antena normal de 39" reduzindo o comprimento do fio a 18"( 45 cm ) o receptor simplesmente deixa de funcionar.

           Por outro lado se enrolarmos uma antena normal ( 39") em um cartão de visita deixando sómente 18" de fio para ser esticado na fuselagem do modelo, teremos uma perda de sinal da ordem de 17%.

           Por fim foram feitos ensaios com antenas encurtadas através de uma bobina de carga na sua base. Essas antenas são rígidas e tem o comprimento de 10" ( 25 cm ) sendo muito utilizadas em helicópteros. A perda de sinal na recepção é de 17%. Mesmo assim funcionam satisfatóriamente pois como se sabe a área de vôo de um helicóptero é bem menor que a área de uma aeromodelo.

          Convém notar que os teste acima foram feitos com a distância de 30 metros entre o transmissor e o receptor, ou seja, em condições normais que um aeromodelista deve testar o alcance do seu rádio. Salienta também o técnico, que os valores apresentados na redução do sinal recebido representam uma média de várias medidas com vários receptores e transmissores, o que significa que em condições especiais de instalação esses valores podem mudar tanto para melhor quanto para pior.

          Resumindo.

          Sempre que possível, utilize a antena normal que vem instalada no seu receptor, esticando-a totalmente no sentido HORIZONTAL ao longo da fuselagem do modelo, assim voce estará garantindo a melhor performance do seu R/C.

 

 

 

 

Atenção - Não use o rádio p/descarregar a bateria

Pessoal, tem chegado vários rádios ( transmissores ) na oficina com falta de potência e até mesmo "queimados" por terem sido utilizados para descarregar a bateria. É preciso que todos colegas aeromodelistas saibam que descarregar as baterias não só é necessário como fundamental para que as mesmas se mantenham sempre em boas condições de operação.
        Porém deve-se utilizar um ciclador, ou um descarregador controlado para essa tarefa e nunca o próprio rádio, pois o circuito de potência do rádio ( parte eletrônica que envia os sinais para a antena do rádio ) não foi projetado para funcionar contínuamente por um período muito grande de tempo. Como a descarga da bateria, dependendo da carga que ainda lhe resta, pode levar 3 horas ou mais, o circuito esquentará demais e com o passar do tempo acabará danificando o transistor de potência do rádio. Esse componente normalmente já trabalha com a temperatura bem elevada em condições normais, e certamente apresentará defeito se o rádio for usado nessas condições.

       A chance de queimar o rádio aumenta se voce o deixar ligado COM A ANTENA BAIXA! Portanto sempre que for deixar o rádio ligado por um período maior de tempo EXTENDA TODA A ANTENA!
     Tenha em mente que a melhor forma de ciclar ou descarregar suas baterias com segurança é utilizando um equipamento adequado. Assim voce não corre o risco de danificar o seu rádio nem de "zerar" as baterias, o que pode ser fatal para o pack se na hora de recarregá-las alguma pilha sofrer uma inversão de polaridade.

Veja na seção produtos dessa página como funciona o DESCARREGADOR ELETRÔNICO CONTROLADO. É um equipamento bem mais barato que um ciclador normal e evita todos os problemas citados acima

 

 

Cabo trainer

           Pessoal, com a divulgação na Internet do simulador de vôo FMS, muitos colegas vem tentando construir seu próprio cabo de interface entre o rádio e o computador.
         Quero alertar a todos que a entrada de trainer dos rádios Futaba, Airtronics e Hitec, além do sinal digital ( pulsos ) de controle, ainda tem um pino referenciado a massa ( terra ) e outro com tensão positiva. Portanto qualquer curto circuito, mesmo que momentâneo entre essse pinos certamente vai danificar o transmissor.
         Faço esse alerta porque tenho recebido um número relativamente grande de transmissores com o circuito interno "queimado" depois que pessoas não habilitadas técnicamente, tentaram fazer a conexão entre o rádio e o micro com um cabo trainer proposto pelo site do FMS. Que fique claro que os circuitos propostos no site funcionam perfeitamente, tanto o que utiliza a porta paralela como o que utiliza a porta serial do micro. O problema é na hora da montagem prática entre o cabo e o rádio
         Tenho consertado rádios cujo estrago varia de um simples regulador de voltagem até curtos circuitos maiores que comprometem até a área de transmissão do rádio.
         A minha sugestão é que o serviço seja feito por pessoas que tenham algum conhecimento de eletrônica e sobretudo alguma prática nesse tipo de montagem de circuito. Particularmente EU NÃO FAÇO ESSES CABOS.
         Outra idéia é fazer os testes utilizando um rádio simples de 4 canais e só depois do circuito estar funcionando a contendo ligá-lo a um rádio mais caro.

 

A troca do módulo de RF nos rádios Futaba

      Primeiramente quero lembrar para aqueles que ainda não sabem que " Módulo de RF " é aquela caixinha preta que fica embutida na parte trazeira de alguns transmissores da Futaba como o 5UAP - 7UAP - 8UAP e seus equivalentes "H". Agora também o 9CAP vem equipado com esse módulo.
      Também para esclarecer aos colegas menos ligados na eletrônica, é dentro desse módulo de RF ( Radio Frequência ) que fica instalado o cristal do transmissor e o circuito de "potência" do rádio, ou seja o circuito responsável pela irradiação do sinal de controle através da antena.
      Pois bem, os colegas mais "fuçadores" já descobriram que esse módulo É INTERCAMBIÁVEL ENTRE QUALQUER TRANSMISSOR DA FUTABA - e também da Hitec mas isso já é outra estória.
      Como é no interior do módulo de RF que é feita a modulação dos sinais digitais, se você pegar um rádio antigo do tipo 5UAF - AM e trocar o módulo original por um módulo do 7UAF por exemplo, o seu velho rádio AM passa a transmitir em FM !
       Da mesma forma se você colocar o módulo do rádio AM no 7UAF ele "virará" um AM ! É claro que essa troca não seria nada vantajosa afinal o 7 tem muito mais recursos que o 5, mas vale como exemplo.
      Mas vamos ao assunto principal é possivel então usar o modulo 8UAP no 9CAP e vice-versa? Sim. O módulo de um funciona sem problemas no outro mas há um porém... O módulo do 9CAP possui um circuito extra para filtragem do sinal transmitido com a finalidade de impedir que sinais espúrios gerados no seu microprocessador interno causem interferência no sinal digital que deve ser transmitido. Esses ruídos poderiam gerar respostas erráticas do receptor prejudicando o funcionamento do mesmo. A inclusão desse circuito adicional provoca uma DIMINUIÇÃO NA POTÊNCIA TRANSMITIDA PELO RÁDIO. Pessoalmente acredito que o desempenho geral do sistema não seja afetado pela perda de potência afinal trata-se de um rádio "topo de linha" e a Futaba não iria deixar um "furo desses".
      O módulo do 8UAP é igual aos demais modelos ( não tem esse circuito de filtro ) e portanto trabalham com potência MAIOR DO QUE O MÓDULO DO 9CAP.
      Como é que ficaria o funcionamento dos rádios que tivessem os módulos trocados ?
      O 9CAP com o módulo do 8UAP ficaria sem o filtro e poderia, veja bem, PODERIA ocasionar algum tipo de mal funcionamento no receptor.
      Já o 8UAP com o módulo do 9CAP, simplesmente passaria a transmitir com potência menor, devido a presença do circuito interno de filtro porém sem maiores problemas.
     Toda essa discussão foi originada numa lista de discussão entre aeromodelistas americanos. Inclusive a informação sobre o circuito de filtro do 9CAP foi obtida por deles em contato com o suporte técnico da FUTABA USA.
      Sempre precavidos de serem alvos de alguma medida judicial caso algum radiocontrole alterado fosse provocasse algum acidente, a recomendação é que não seja feita a troca dos módulos, afinal enquando o preço do módulo fica em torno de US 100 - 200 , qual indenização judicial não seria menor do que US 5.000. Portanto LÁ, por medida de economia NÃO SE DEVE MEXER NOS EQUIPAMENTOS !
      E por aqui ? Bem, por aqui vale tudo. A maioria dos aeromodelistas brasileiros sequer se deram conta da responsabilidade que paira sobre os seus ombros ao utilizarem um radiocontrole, por isso ainda estão longe de se preocupar com medidas judiciais indenizatórias por danos provocados pelos seus aeromodelos !

 

Usando o rádio no simulador

      Quando você for utilizar o seu rádio (transmissor) como joystick nos simuladores de vôo de computador, não esqueça de retirar o cristal. Essa medida impedirá que o rádio fique emitindo sinal pela antena, evitando o aquecimento excessivo e desnecessário.
      A retirada do cristal não impedirá que o circuito digital do rádio funcione normalmente, produzindo o sinal na saida do trainer para comandar o simulador.
      A bateria, por sua vez, durará por várias horas, uma vez que o circuito digital do rádio consome bem menos energia que o circuito de transmissão.
      A melhor solução entretanto, é você comprar um rádio extra para o uso exclusivo no simulador, retirando dele o cristal e a antena ( que podem ser aproveitados nos rádios que você voa normalmente ) e instalando nele uma bateria usada que esteja "encostada" na sua gaveta.

 

 

Cuidado com o receptor FUTABA R148 / 149 DP

         Pessoal, o receptor em questão é um excelente equipamento, exceto por um pequeno detalhe mecânico na interligação das placas do seu circuito. Ocorre que a placa onde estão localizados os terminais para a conexão dos servos e da bateria, é fixada na placa principal do receptor por uma série de delicados pinos metálicos, os quais, devido a pressão aplicada na hora de encaixar os terminais dos servos tendem a se romper.
         A partir dai, vários defeitos podem aparecer no receptor, tais como:
         - Mau contato em determinado canal ( ou canais ).
         - Funcionamento intermitente.
         - Canal ou canais inoperantes
         - Receptor totalmente inoperante ( quando rompem os pinos correspondentes aos terminais da bateria )

         Não é necessário dizer o que acontece quando um dos defeitos acima acontece durante um vôo...
        A solução que encontrei para esse problema, é a substituição desse pinos por outros com maior diâmetro que proporciona uma melhor rigidez mecânica ao conjunto. Para realizar esse trabalho é necessário desmontar totalmente o receptor separando as suas três placas internas. É um trabalho minucioso e delicado mas que apresenta um resultado definitivo, ou seja, não incomoda nunca mais.
       Aconselho a todos que operam seus modelos com esse tipo de receptor para que dêem uma boa revisada nas conexões dos servos e ao menor sinal de mau contato ou funcionamento intermitente enviem o receptor para a manutenção. Certamente essa atitude evitará prejuizos maiores.

Placas de um receptor R149DP ( PCM ) recebido para conserto

Segundo relato do proprietário o avião estava voando normal, quando subitamente deixou de responder aos comandos, não operando inclusive o Fail Save. Tudo leva a crer que tenha se rompido a conexão dos pinos da bateria.

 

A pancada foi tão violenta que a placa que recebe os servos teve a borda quebrada e foi empurrada em direção a placa principal "arrancando" alguns componentes que estavam soldados na mesma.

Esse receptor foi totalmente recuperado após a instalação dos componentes arrancados, a troca de um filtro quebrado da placa principal, a substituição de TODOS os pinos de interligação da placas e a calibragem do circuito.

 

 

 

 

Interferências nas cabeceiras da pista

 

                            É comum o pessoal relatar que quando vem para o pouso a baixa altura sobre a pista, observar um tremor no avião, cuja intensidade
varia de uma leve tremida até um descontrole total que parece que o avião vai cair.
                            Esse fato é quase sempre observado em TODAS as pistas e independe do canal utilizado. Em algumas pistas porém, existe um local
bem determinado onde este fenômeno acontece. O pessoal diz: " - É sempre no lado X ! "; enquanto outros dizem: "- É sempre no lado Y ! ".
                            Quase sempre depois de acontecimentos como estes, o telefone do Mano toca:
                            - Mano, este final de semana aconteceu uma interferência no meu rádio, acho que ele deve estar desregulado ou com defeito...
                             Primeiramente vamos deixar claro que o rádio NÃO SE DESREGULA, sem que algum "expert" mexa nos circuitos sintonizados
internos, naquelas peçinhas metálicas que tem um parafuso no meio.
                             Então se o rádio não está com problema, porque o avião treme na cabeceira da pista?
                             Bem, sabemos que quando o avião vem para o pouso, geralmente o motor está na lenta ou bem próximo disso fazendo com que o
o modelo venha planando numa condição de quase "pré-stol", ou seja, a sustenção é mínima devido a baixa velocidade. Não precisa ser um
engenheiro aeronautico para saber que nestas condições qualquer ocorrência externa, seja um sopro de vento ou uma diminuição no sinal do rádio
vai desestabilizar o modelo. Estamos pois, numa condição crítica.
                            Isso posto, vejamos o que pode estar acontecendo com o sinal do rádio.
                            Sabemos que objetos metálicos refletem os sinais do rádio, mas também grandes massas de água, quer seja na forma de lagos ou açudes, ou mesmo lençóis freáticos no subsolo, também afetam as ondas de rádio.
                            Este é um dos motivos dos tremores do avião ao sobrevoar determinada área da pista. Vejam que as vezes isso não ocorre exatamente nas cabeceiras, mas em outro lugar do local de vôo. Mas é importante notar que o problema quase sempre ocorre a baixas altitudes.
                            Outro detalhe interessante é que as vezes apenas alguns canais são afetados enquanto outros se comportam normalmente. Nestes
casos, basta trocar o canal do rádio e o problema desaparece!
                            A explicação técnica do porque esse problema ocorre, tem a ver com a reflexão das ondas de rádio e não cabe aqui explicar, o importante é conhecer o problema e procurar as soluções.
                            Um outro detalhe que pouquissímos aeromodelistas sabem diz respeito a posição da antena do rádio ( transmissor ) em relação ao avião.
                            Através da figura abaixo, podemos observar como o sinal do rádio é emitido pela antena.

                            Podemos ver que a área de sinal mais forte na antena do rádio são as laterais, enquanto a área proxima a ponta da antena o sinal
é mais fraco. Isto quer dizer que se "apontarmos" a ponta da antena para o avião, estaremos emitindo o mínimo de sinal, ou a condição mais critica
para comandar o avião do ponto de vista do radiocontrole.
                             Bem mas o que é que isso tem a ver com as interferências que aparecem nas extremidades das pistas? Simples, além de estar
voando numa condição limite, aerodinâmicamente falando, é comum vermos o aeromodelistas de frente para o modelo justamente com a antena
do rádio apontando para o mesmo! É isso mesmo, se o rádio estiver na posição vertical ( antena bem para cima ), o sinal enviado para o receptor do avião será máximo, minimizando quaisquer outros problemas que possam ocorrer.
                             Recebendo um sinal forte o controle do modelo será mais efetivo em qualquer condição de vôo. É importante ter sempre isto em mente até quando se está voando muito alto. Jamais apontar a antena para o modelo.

 

Receptores e Cristais

 

                                            
                               Com o advento dos modelos elétricos, os fabricantes de RC estão lançando no mercado um número cada vez maior de micro e
mini receptores, e a FUTABA não foge a regra.
                               Esses pequenos receptores são todos do tipo SINGLE CONVERSION - Conversão Simples - e, portanto, devido ao menor
número de componentes, bem mais leves do que os receptores tradicionais. Tem as suas limitações como alcance menor, geralmente 300 a 500m,
mas funcionam bem considerando-se que serão utilizados em modelos do tipo PARK FLYER.
                               Além destas particularidades, existe outra bem importante: OS CRISTAIS UTILIZADOS NELES SÃO DIFERENTES DAQUE-
LES UTILIZADOS NOS RECEPTORES MAIORES ( DUAL CONVERSION ).
                               Os cristais destes receptores são SINGLE CONVERSION, ou seja, a freqüência interna do cristal é diferente da freqüência
interna de um cristal usado em receptores Dual Conversion, MESMO QUE O NUMERO DO CANAL ESCRITO NO CRISTAL SEJA O
MESMO!!!
                              Suponha que você tem um conjunto FM básico composto por um transmissor 4YF e um receptor R127DF, e que opere no canal 40.
Então você compra um micro receptor qualquer da Futaba, o R146iP, por exemplo, obviamente com o cristal do canal 40, para usar com o mesmo
transmissor. Se por qualquer motivo você colocar o cristal do receptor R127DF nele, simplesmente ele não funcionará. A mesma coisa vai acontecer
se você colocar o cristal 40 do receptor pequeno ( R146iP ) no grande. Não vai funcionar. Isso porque o receptor pequeno é SINGLE e o grande é
DUAL CONVERSION.
                             Veja bem, esse estória de Single/ Dual, bem como aquela outra de HI Band ou LOW Band DIZEM RESPEITO APENAS AOS
RECEPTORES. O transmissor não tem nada disso. Se o seu transmissor tiver um cristal 40, como no exemplo acima, ele vai funcionar com QUAL-
QUER RECEPTOR seja SINGLE ( mini ou micro ) ou DUAL CONVERSION. No caso do canal 40, apenas o receptor deve ser HI Band ( 35 - 60 ).
                              Para facilitar lembre-se que os cristais DUAL CONVERSION são utilizados nos receptores que tem as letras "DF" ( FM ) e
"DP" ( PCM ). Os demais receptores utilizam cristais SINGLE CONVERSION.
                             Observe também que enquanto os cristais DUAL tem a tarja VERMELHA os SINGLE tem a tarja PRETA.
                             Alguns exemplos:


                             

Receptores DUAL CONVERSION

 

   

                                                      

                                                                                  

Cristais DUAL CONVERSION

 

 

 

Receptores SINGLE CONVERSION

 

Cristal SINGLE CONVERSION

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


          

 

 

 

 

 

Os rádios de 2.4 GHz

 

                           

 

                                6EX- 2.4GHz da Futaba                                               DX7 Spektrum

                      Uma nova tecnologia em radiocontroles está sendo colocada a disposição dos modelistas no mundo todo: Os radios de 2.4GHz..
                       Primeiros os rádios eram AM, mais tarde FM, depois PCM que pode-se dizer "era" o top de linha em materia confiabilidade devido a codificação digital do sinal e da ausência de interferência provocada por ruídos.
                      Os rádios de 2.4 GHz utilizam um sistema de modulação diferente de todos conhecidos atualmente pelos aeromodelistas: o DSM ( Digital Spectrum
Modulation ). Este sistema baseado na tecnologia Spread Spectrum tem por base a utlização constante das freqüências alocadas na faixa dos 2.4GHZ.
                      A segurança dessa faixa e do sistema Spread Spectrum é salientada pelo fabricante do rádio dizendo que os orgãos mais importantes dos EUA como a NASA, a CIA o FBI e outros orgãos do governo americano utilizam essa faixa devido a grande confiabilidade que ela proporciona.
                     Deixando de lado a parte mais técnica do funcionamento do rádio, vejamos quais são as vantagens que ele apresenta em relação aos RC tradiciona-
is.
                    - Sistema de rádio totalmente sintetizado, receptor e transmissor não utizam cristais.
                    - Codificação dos sinais em 4096 bits ( o sistema tradicional mais moderno da Futaba o 14MZ e o receptor padrão G3 trabalham com
2048 bits ! )
                    - Tempo de resposta dos comandos de apenas 5,6 milisegundos ( nos radios FM esse temdo é de 12 a 18 milisegundos )
                    - Enlace de RF entre o transmissor e o receptor totalmente imune a interferências.
                    - Alcance de 900 metros.
                    - 80 canais disponíveis ( apesar do usuário nem ficar sabendo qual canal esta usando... )
                    - Antena super pequenas - 3,75 polegadas ( 8 cm )
                    - Possibilidade do receptor enviar dados para o transmissor ( telemetria )
                    - Módulos de RF separados para utilizar em radios da Futaba e JR ( precisa comprar o receptor DSM )
                    - Consumo de bateria aproximadamente 40% menor tanto no transmissor quanto no recepto.
                    - Possibilidade de usar 2 ou até 4 receptores a bordo para aumentar a confiabilidade.

 

                                 Funcionamento

 

                      Quando o rádio ( transmissor) é ligado ele "varre" os 79 canais da faixa até encontrar um canal que não esteja sendo usado. Esse processo leva apenas 2 segundos! Caso não encontre nenhum canal livre, o rádio continua a rastrear a faixa até encontrar um canal vago.Uma vez encontrado um canal vago o rádio trava neste canal .
                      Cada módulo de rádio fabricado para operar nessa faixa recebe um código serial chamado GUID ( Globally Unique Identification Code ). Existem mais de 4 bilhões de combinações do GUID de modo que é virtualmente impossível o receptor encontrar outro rádio que tenha o código igual.
                      Na primeira instalação do receptor, é necessário um procedimento para "sintonizar" o receptor. Isso é feito uma única vez e basta aproximar o rádio do receptor ( 1 metro aprox. ) e pressionar um botão existente no receptor. Após mais ou menos 30 segundos ele estará "travado" no sinal do rádio e vai ignorar qualquer outro sinal que receber que não contenha esse código ( do rádio com quem ele está "casado" ).
                      É necessário fazer esse procedimento em cada receptor ( caso se tenha vários receptores acionados pelo mesmo rádio ).
                      Na próxima vez que o receptor for ligado ele vai procurar pelo rádio cujo código tem gravado na memoria, quando achar o sinall do rádio ele se trava
com o rádio e passa a funcionar normalmente comandando os servos da mesma maneira que um radio comum. Caso o transmissor seja desligado ou o receptor perca o sinal por qualquer outro motivo, ele automáticamente entra no modo Fail Safe, mantendo os servos imobilizados nas posições pré determinadas.
                      Caso o receptor seja ligado ANTES do rádio, ele simplesmente permanecerá "varrendo" cada um dos 79 canais a procura do sinal do rádio, enquanto isso manterá os servos imóveis ( Fail Safe ).
                      O receptor da Spektrum AR6000 além de ser duplicado ( dois receptores ) num só ( DSM2 ), consequentemente tem duas antenas que devem fformar um angulo de 90 º entre elas.
                      Esse sistema da Spektrum que utiliza dois receptores, utiliza dois canais de rádio diferentes dentro da faixa ( Dual Link ) a fim de garantir maior confiabilidade ao sistema. O receptor ainda é capaz de transmitir sinais para o rádio, possibilitando que se tenha uma telemetria do modelo como voltagem da bateria, temperatura do motor e outros parâmetros. A Spektrum estava prometendo essa facilidade na época que lançou o primeiro rádio ( o DX6 - 2005 ) para auto modelos. Não sei se realmente foi feito.

 

                     Segurança

 

                 Sabemos que a faixa dos 2.4GHz em todo mundo é compartilhada com outros serviços, como telefonia sem fio, redes sem fio de computadores
( wire less ) equipamentos médicos e etc. A pergunta que vem logo à cabeça é: Todos esses serviços não vão interferir uns nos outros? Certamente que não. A utilização da faixa de 2.4GHz é regulada por convenções internacionais e uma das premissas básicas é a sua livre utilização por qualquer serviço, MAS QUALQUER
equipamento destinado a operar nesta faixa deve ter a capacidade de antes de começar a operar, verificar se existe um ( ou mais ) canais vagos e só a partir dai começar a funcionar. Ou seja se alguém resolver levar um telefone sem fio que trabalhe em 2.4 GHz para o campo, assim que o equipamento for ligado ele varrerá toda a faixa a procura de um canal para se instalar, se houver aeromodelistas voando, os canais ocupados por eles não serão "vistos" pelo telefone sem fio. Se for encontrado um canal vago ele "trava" e começa a funcionar, se não fica procurando até achar um. Este sistema é chamado de Coliision Avoidance - Prevenção de Colisão.
                   Então como vemos o sistema é muito bem bolado.
                   Outro detalhe interessante é que a Spektrum está produzindo Módulos de RF para rádios da Futaba e da JR. Você troca o seu módulo de 72 ou 50MHz por um de 2.4GHZ e pronto o seu rádio preferido com todos os seu modelos na memória passa a transmitir em 2.4GHz. É claro que será necessário você também comprar o receptor...

                    Maiores informações veja em : Site da Spektrum ( Inglês )
                                                                   Site da Diniz Esteves ( Portugês )    Comentário muito bom a respeito do sistema, a pessoa apenas se enganou quando
                                                                                                                          afirma que o DSM2 ( receptor AR6000 ) utiliza 2 canais iguais para se comunicar
                                                                                                                          com o rádio. Na verdade são 2 canais DIFERENTES dentro da faixa.

 

 

Rádios de 2.4 GHz com problemas

 

                     Alguns rádios 6EX FASST , 7C FASST e os módulos de RF TM ( 2.4GHz ) estão apresentando problemas com a "identidade".
                     Como se sabe para que os rádios não interfiram uns nos outros eles tem gravado na memória interna um numero único para cada rádio ou módulo. Esse número está atrelado de alguma forma ao numero de série de cada rádio e, como não pode, ou não deveria ter dois rádios com o mesmo número de série não tem como um rádio assumir a mesma codificação que outro. Isso é algo como se os rádios de 2.4GHz da Futaba tivessem disponíveis alguns milhões de canais para operar. Portanto se cada um tem o seu canal não existe possibilidade de interferência entre eles.
                     Pelas informações que tem aparecido nos forums de RC e nos sites das lojas que revendem os rádios da Futaba, alguns equipamentos de uma série determinada ( listada mais abaixo ), estão interferindo em outros rádios, o que significa que de alguma forma estes equipamentos, ao serem ligados, estão assumindo numeros de codificação já existentes em outros.
                     Como no site oficial da Futaba eles tratam o problema apenas como uma disfunção de algumas unidades,
( http://2.4gigahertz.com/techsupport/service-advisory-tm7-7c-6ex.html ) sem explicar o que e porque exatamente o problema está acontecendo, tem-se especulado que o defeito possa existir devido a uma falha na marcação do numero de série que colocou no mercado rádios com numeros iguais e portanto codificações também iguais.
                     Outra possibilidade ( pior ) é que estes rádios que tem problema estejam perdendo a memória de codificação e assumindo um numero de codificação
padrão. Ora se isso acontece em dois rádios que estão sendo usados no mesmo local um irá interferir no outro uma vez que ambos estão codificados com o mesmo numero ( numero padrão ).
                      Pessoalmente não acredito que seja isso, creio mais é na confusão do numero de série. A verdade é que como pode ser visto no site da Futaba, ela esta disponibilizando para os donos deste equipamentos, o acesso a centenas de lojas onde é possivel em poucos minutos verificar o funcionamento dos rádios.
Certamente a Aeromodelli aqui no Brasil também está, ou estará em breve, a disposição para que os modelistas brasileiros possam checar se os seus rádios estão ou não funcionando corretamente.
                      Para saber se o seu rádio é um dos "premiados" com o mal funcionamento, veja o número de série na parte inferior do transmissor. Se estiver usando o módulo TM-7 , o número de série está localizado na parte de dentro do módulo. Os equipamentos com problemas pertencem a série:

                     Rádio 6EX: A7xxxxxxx sem o "I" (Inspected) autocolante;
                     Rádio 7C 07xxxxxxx sem o "I" (Inspected) autocolante e
                     Módulo TM-7 07xxxxxx sem o "I" (Inspected) autocolante

                    Os rádios da série 6EX ALL A8xxxxxxx ou sistemas A7xxxxxxx com o número de série que inclua o "I" (Inspected) autocolante; da série 7C ALL 08xxxxxxx ou sistemas 07xxxxxxx que incluem o "I" (Inspected) autocolante e os Módulos TM-7 ALL 08xxxxxx ou módulos com o 07xxxxxx que incluem o "I" (Inspected) autocolante, não tem problema nenhum e podem ser usados normalmente.

                    A Futaba ainda faz algumas recomendações aos usuários dos rádios FASST independente do numero de série estar ou não na lista dos rádios onde foram constatados problemas, o que me leva a crer que além destes já identificados, podem haver outros.
                    As recomendações são:

                    1 - Antes de voar, fazer um teste de pré- vôo verificando o alcance do rádio e também se o equipamento não está sofrendo ou causando interferência em outros rádios de 2.4GHz que estiverem operando no mesmo local. Este teste é feito ativando TODOS os rádios FASST presentes no campo e verificando se não existe interação ( interferência ) entre eles. Caso isso ocorra é necessário enviar o rádio para a assistência técnica para a correção do problema.
                   2 - Cada vez que um rádio do sistema FASST é ligado ele gasta alguns segundos para que ocorra o "boot-up" ( inicialização ) do rádio. Se for necessário desligar o rádio em seguida, aguarde pelo menos 5 segundos após aparecer a voltagem da bateria no display.
                   3 - Se for notado que o transmissor e o receptor perderam a linkagem, ou seja, o receptor não está recebendo o código do transmissor, ambos equipamentos deverão ser enviados para a assistência técnica.

                   ATENÇÃO - Estes problemas ocorrem apenas entre os rádios da FUTABA. Os rádios da JR ou SPEKTRUM utilizam outro tipo de codificação e, portanto, podem funcionar sem nenhum problema mesmo em locais onde existam rádios da Futaba com o defeito relatado no texto acima.