Backup Error no DX7
O receptor R168DF / DP
Receptores de 2.4GHz - Cuidados na instalação
Os rádios Walkera
Problemas nos Sticks dos rádios
6EXA
Interferências na cabeçeira
da pista
Rádiocontrole Funcionamento
A antena do receptor
Cabo trainer
Receptor R148 / 149 DP
Interferências
Usando o modulo de RF do 9CAP no 8UAP

Nos rádios de 2.4GH, tanto tanto da Futaba como os da Spektrum, a antena transmissora é feita com o próprio cabo que sai do módulo de trans-
missão, apenas "desencapando" parte da malha de blindagem e deixando exposto o fio central do cabo que torna-se a antena própriamente dita.
A parte "ativa" da antena é embutida na parte superior do tubo plástico móvel que compõe a antena dos rádios .
Nos radios da Futaba a articulação da antena é feita apenas no encaixe entre a parte fixa e a móvel, permitindo que o cabo passa livremente no
seu interior. Já nos rádios da Spektrum, essa mesma articulação é conseguida fazendo passar um pino plástico entre as partes e o cabo passa entre esse pino
e o corpo plástico da antena.
Quando a articulação quebra o pino, seja por uma quada do rádio ou porque alguém a força além do limite, o pino quebra e a ponta da antena fi-
ca pendurada pelo cabo. Neste casos é comum o usuário tentar conserta a antena colocando um pino metálico na articulação, porém como o espaço onde passa o cabo é muito pequeno, muitas vezes ao forçar o pino o cabo é rompido fazendo com que o rádio deixe de transmitir.
Tenho recebido alguns rádios nestas condições na oficina. Lamentávelmente, como não é um hábito fazer o teste de alcance ( muitos aeromodelistas
sequer sabem como fazer o teste com os rádios de 2.4 ), o problema só será percebido quando houver a perda do controle do modelo.
Nestes casos onde o cabo é rompido, o ideal seria trocar todo o conjunto da antena, a parte exterior plástica e o cabo. Porém como isso nem sempre é possível, eu tenho consertado as articulações e emendado o cabo rebentado conforme pode ser visto nas imagens abaixo. É uma solução eficiente, a emenda é feita de modo que fique no interior do rádio, e tem dado bons resultados.
Nunca esqueça que para o melhor desempenho do link de rádio, a antena deve ficar perpendicular ao rádio durante o vôo e nunca apontando para o modelo.
Emenda do fio central (0,7mm) Emenda da malha de blindagem Cabo pronto
Mensagem de erro no Spektrum DX7
Tenho recebido com alguma frequencia, consultas de clientes sobre um problema que o rádio DX7 da Spektrum apresenta. Trata-se da mensagem
" Backup Error ".
Essa mensagem aparece quando, por qualquer motivo, o usuário esquece de desligar o rádio normalmente. O rádio ficando ligado, a bateria vai se descarregando lentamente até atingir a voltagem mínima quando então é acionado o alarme audível. Se mesmo assim o rádio não for desligado, a bateria continua a descarregar-se até que o rádio "apaga" totalmente.
Quando o aeromodelista vai usar o rádio e percebe que este ficou ligado, ele faz a coisa mais óbvia. Desliga a chave e liga o carregador. A surpresa aparece no momento que o rádio é ligado novamente. Aparece no display apenas a mensagem "BACKUP ERROR", e o rádio não funciona mais.
Ela indica que o processador do rádio não conseguiu finalizar a programação corretamente, isto é não conseguiu, gravar os parâmetros que estavam em operação durante a operação do rádio.
Em princípio isso não deveria ocasionar nenhum problema. O software deveria "gerenciar" esta situação tranquilamente. Mas isso não acontece no DX7, portanto NA MINHA OPINIÃO ISSO É UM ERRO DE SOFTWARE e, portanto um defeito de fabricação.
Os rádios que apresentam esse defeito só podem ser consertados ( ou terem as suas placas-mãe trocadas ) no distribuidor da Spektrum no Brasil, a Diniz Esteves em Belo Horizonte.
Um detalhe, a Diniz só dá manutenção nos rádios vendidos por ela aos distribuidores brasileiros, ou seja, se você comprou o seu rádio na GABA ou nos EUA, vai ter que tratar diretamente com os vendedores. Isso significa, na maioria das vezes, jogar o rádio no lixo e comprar outro.
Tratando-se de um rádio relativamente caro isso é uma grande sacanagem com o consumidor.
Pessoalmente eu sou totalmente contra essa política e penso que, qualquer fabricante sério de qualquer marca, deveria, ao nomear uma empresa como seu representante, obrigar contratualmente que esta forneça assistência total aos equipamentos da marca, independente de onde o mesmo foi comprado.
A isso damos o nome de reputação, mas o que vemos é exatamente o oposto: o fabricante pouco preocupado em zelar pela sua marca e alguns distribuidores "se lixando" para os consumidores.
Para finalizar, existem algumas soluções "mágicas" para solucionar o problema através de comandos especiais dados ao rádio através do menu de serviço do mesmo, que podem ser encontrados em sites e forums na Internet, mas até hoje eu não soube de nenhum procedimento que tenha dado certo.

O receptor R168DF foi lançado para substituir o velho e bom R127DF que por muitos anos equipou os radios FM da Futaba mas foi descontinuado.
O problema é que esse receptor é montado na China e a qualidade do circuito, como de resto os outros equipamentos que a Futaba está fabricando
naquele país, não é boa.
Recebo com alguma frequencia receptores R168DF cujos componentes estão mal soldados na placa do circuito provocando mau funcionamento dos
mesmos. Alguns receptores apresentam tantos problemas que simplesmente não é possivel consertá-los!
Quando estes receptores sofrem uma pancada forte, no caso da queda do modelo, então o problema é maior e são raros aqueles que se con-
segue fazer funcionar normalmente devido aos contatos intermitentes entre os componentes e a placa do circuito.
Certamente não são todos os receptores que apresentam esses problemas. A maioria funciona bem, mas o que chama a atenção é que no caso dos receptores mais antigos, especificamente os R127DF, jamais vimos ocorrer esse tipo de problema. O controle de qualidade do circuito era muito melhor e mesmo sofrendo pancadas violentas quebram-se os componentes ( filtros cerâmicos, cristais e até bobinas ) mas a integridade das soldas e da placa principal
raramente são atingidas.
Por isso fica aqui o meu conselho: Se você comprou um rádio FM da Futaba e o receptor é o R168DF, redobre os cuidados ao instalá-lo no avião.
Não economize espuma em volta dele e proteja-o muito bem, porque se der o azar do avião vir a a lenhar e o receptor bater, haverá uma possibilidade
grande de você precisar comprar um receptor novo.
Por outro lado se você está querendo comprar um outro receptor FM para um segundo avião, compre um R127DF usadinho em bom estado que além de ser mais barato não lhe trará dores de cabeça no futuro.
Alguns cuidados com os receptores de 2.4GHz

Com a popularização dos rádios de 2.4 GHz estão surgindo dúvidas entre os aeromodelistas sobre o funcionamento e até a confiabilidade destes rádios. Como funcionam É sabido que os rádios de 2.4 não usam cristais, são sintetizados. O que muita gente não sabe é que eles não operam num canal fixo como os rádios cristalizados. Caracteristicas práticas
A instalação dos receptores
MAno |

Um
nova marca de RC apareceu no mercado brasileiro. São os rádios
da marca WALKERA. Os mais simples como este da foto fazem parte do kit de helicópteros
elétricos.. Outro modelos mais sofisticados com até 8 canais tentam
imitar os radios da JR.
Esses
rádios são feitos na China e como tal tem um preço muito
convidativo em relação as marcas tradicionais japonesas. O grande
problema é que o produto todo é baixa qualidade, tanto na parte
eletrônica como mecânica. Assemelham-se muito aos produtos vendidos
por camelôs, ou seja, quando apresentam
algum tipo de problema raramente é possível consertá-los
e o seu destino é a sucata.
Não
só esta marca de radiocontrole produzido na China está chegando
ao mercado nacional, já chegaram as minhas mãos para conserto
radios de marcas
totalmente desconhecidas e sem a menor possibilidade de recuperação.
Este
modelo que aparece nas fotos me chamou a atenção porque além
de não funcionar corretamente, e os seus componentes não fazerem
parte da produção de fabricantens conhecidos e bem documentados,
as duas chaves que aparecem na parte frontal do rádio, bem como um pequeno
botão preto junto a chave do lado direito, SIMPLESMENTE NÃO FORAM
LIGADOS AO CIRCUITO!!! Foram apenas fixados na carcaça do rádio
e ali ficaram sem nenhuma função!
Na foto abaixo
é possível ver inclusive que sequer receberam solda em seus terminais???!!!
Fica então
o alerta, sobretudo àqueles que estão iniciando no aeromodelismo,
para que não comprem equipamentos assim. Podem até serem mais
baratos que um rádio equivalente de uma marca consagrada, mas sequer
chegam perto em qualidade.
A minha preocupação
é que o pessoal iniciante começe a comprar estes rádios
e instalar em modelos Glow. Em tese irão funcionar, mas na prática
o
risco de se perder o controle do modelo ou mesmo provocar algum acidente mais
grave é grande.
Tudo bem, brincar
com um helicópterozinho elétrico que voa a 20 metros do piloto
é uma coisa, mas utilizar esse tipo de rádio em modelos maiores
é problema.
Sabemos todos os
problemas enfrentados pela grande maioria dos colegas aeromodelistas: Falta
de dinheiro e falta de conhecimento. Para a primeira não
tem como fazer muita coisa, mas em relação ao conhecimento, fica
o conselho: Conversem com colegas mais antigos no hobby, perguntem bastante
e observem os equipamentos que estão sendo utilizados nas pistas antes
de fazer uma compra. Certamente é muito melhor comprar um sistema de
radicontrole tradicional de uma marca consagrada, mesmo que seja usado, do que
comprar um equipamento "marca diabo" novo.
Lembrem-se do ditado:
" Não existe almoço grátis ! ". Isso vale para
qualquer tipo de compra.
MANO


A
exemplo dos rádios 4YF, os modelos da série EXA ( 4EXA, 6EXA e
6EXH ), apresentam uma grande queda de qualidade
incompatível com o nome FUTABA.
Estes
modelos fabricados na China, além de terem um design interno muito pobre,
com fios passando por todos os lados da placa
do circuito e colados com "cola quente", apresentam também
problemas de qualidade nos potenciômetros dos sticks.
Sendo peças sujeitas a constante movimento, não suportam a rotina
de trabalho e seguidamente recebo estes transmissores apre-
sentando problemas nos sticks.
Nem
mesmo o rádio "Walkera" da foto acima, feito também
na China e sem qualquer tradição de nome entre os RC utiliza os
poten-
ciômetros metálicos de melhor qualidade do que os utilizados pela
Futaba nos rádios EXA.
Através
das fotos abaixo podemos ver que mesmo os antigos rádios Conquest FM
ou mesmo o Attack AM ( montados em TAIWAN )
tinham sticks de melho qualidade.
Portanto
fica a sugestão: se você tem um rádio desta série,
SEMPRE ante de voar, confira se os comandos estão funcionando correta-
mente.
Stick de um rádio 7UAF/P. É possível
observar 4 Aqui
vemos um stick de um rádio 4EXA. Os potenciômetros
potenciômetros metálicos. Dois ligados as alavancas são
plásticos e apenas 2 já que o ajuste da trimagem é digital.
dos sticks e mais dois para o ajuste da trimagem.Também Não
existe ajuste para a pressão das molas. Não existe nada
podemos ver os parafusos para ajustar a pressão das mo- aparafusado.
Tudo é encaixado e colado.
las dos sticks.

Acima o potenciômetro plástico utilizado nos rádios da série
EXA e a pequena arruela que o trava no conjunto do stick.
Abaixo o potenciômetro metálico utilizado nos rádios de
maior qualidade.

Depois dos problemas de "identidade" apresentados pelos rádios FASST da Futaba, agora é a vez dos Spektrum mostrarem o seu "lado negro".
O defeito apresentado por uma série destes rádios trata-se de mau contato nos potenciômetro dos sticks. É o velho problema tão bem conhecido dos usuários dos rádios da série EX da Futaba, principalmente o 6EXA. Só que a Futaba não quis fazer um recall talvez porque nem tivesse como saber qual série de rádios apresentam problemas e, acabou deixando a "bomba" nas mãos dos infelizes compradores.
Na verdade isso até era de se esperar porque os rádios da Spketrum também são montados na China. O dificil de aceitar é que um fabricante mantenha um controle de qualidade tão baixo sabendo dos problemas da terceirização para os asiáticos.
Bem pra começo de conversa não são todos os rádios DX6i que estão apresentando problemas. Apenas aqueles que tem dentro da caixa das baterias o selo de data de fabricação 807E, 808E, 809E, 810E, 811E, 812E e 901E

Segundo a Horizon Hobby, distribuidora da marca, TODOS os rádios que não tiverem os numeros relacionados NÃO APRESENTAM O PROBLEMA e portanto não necessitam serem enviados para o recall.
Também aqueles rádios que NÃO TENHAM NENHUM SELO ( Date Code Label ) estão isentos do problema e podem ser usados normalmente.
Os rádios com problemas que estejam fora dos EUA deverão ser encaminhados as lojas aonde foram comprados e estas providenciarão o envio para a assistência técnica para que o reparo seja feito.
Boa sorte a todos.
Mano
Muitos colegas me pedem manuais em Português de rádios, carregadores, cicladores e outros equipamentos utilizados em modelismo.
Alguns eu tenho e envio uma cópia cobrando apenas o custo da xerox, mas outros só disponho de copias em inglês o que dificulta a leitura para o pessoal.
As importadoras é quem deveria fornecer cópias em português dos manuais daqueles produtos que eles representam, mas infelizmente sei que isso não acontece.
Portanto estou solicitando que todos que estiverem lendo este texto e tiverem manuais de qualquer equipamento de aeromodelismo, principalmente dos rádios, que façam a gentileza de me mandar uma cópia. Eu pago a xerox e o correio.
Assim poderei disponibilizar para o pessoal de todo o Brasil essa literatura técnica tão preciosa para aqueles que compram um rádio usado e não sabem como operá-lo.
Aceito também manuais em inglês porque na medida do possível vou traduzindo algumas partes e repassando as informações em português pro pessoal.
Em breve disponibilizarei no site uma lista de manuais que tenho para que os colegas possam ter acesso a eles.
Obrigado a todos.
Mano
Obs: Antes de mandar o material por favor enviem um email informando a MARCA e o MODELO do equipamento.
O equipamento de radiocontrole (R/C) utilizado para comandar os aeromodelos
continua sendo, para a maioria dos aeromodelistas, uma "caixa preta".
Isso acontece porque para que se possa efetivamente entender o seu funcionamento,
é necessário ter alguns conhecimentos básico de eletrônica
e telecomunicações.
Tentaremos nesse texto, fornecer ao colegas algumas informações
com a finalidade de esclarecer um pouco o que há dentro dessa "caixa
preta", com palavras simples e sem abusar muito dos termos técnicos.
O funcionamento de um R/C deve ser bem simples, quando movimentamos a alavanca
do stick do transmissor esperamos que o servo correspondente se movimente proporcionalmente
controlando o modelo.
O movimento do stick gera um sinal elétrico que precisa chegar até
o receptor para movimentar o servo. A forma de fazer chegar ao receptor o sinal
produzido pelo movimento do stick é "juntá-lo " a uma
onda de rádio.
Esse processo é bem conhecido de todos nós. Quando escutamos um
jogo de futebol num rádio acontece a mesma coisa, a única diferença
é que nesse caso é um microfone que está gerando o sinal
elétrico que chega até o nosso receptor. Da mesma forma quando
assistimos a televisão, o sinal elétrico que estamos recebendo
foi produzido por uma câmara de vídeo no estúdio da emissora.
A "mistura" do sinal elétrico do nosso R/C com a onda de rádio
recebe o nome técnico de modulação. Se a modulação
alterar a amplitude da onda de rádio, teremos um sistema AM
( Amplitude Modulada ). Por outro lado, se a modulação alterar
a freqüência da onda de rádio, teremos um sistema
FM ( Freqüência Modulada).
O sinal elétrico que vai modular a onda de rádio pode ser de dois
tipos:
PPM
( Pulse Position Modulation ) ou modulação por posicionamento
de pulso;
PCM
( Pulse Code Modulation ) ou modulação por código de
pulso.
Resumindo isso tudo o que você precisa saber é o seguinte:
AM e FM são tipos de modulação da onda de rádio;,
PPM e PCM são formas de codificar o sinal elétrico que
vem reproduz o movimento do stick.
Podemos então ter um rádio FM que seja tanto PPM como PCM ,
( mais comum ) ou ainda um rádio AM que também seja PPM ou PCM
, ( menos comum ).
A pergunta é: Porque não temos rádios AM codificados em
PCM ? Tecnicamente isso é viável, tanto que os primeiros rádios
FUTABA codificados em PCM eram AM. Porque ? Simplesmente porque não existiam
R/C FM ainda !
Hoje todos os rádios PCM são FM porque a transmissão em
FM tem uma série de vantagens em relação a transmissão
em AM, por isso não se fabricam mais rádios AM.
Vantagens e desvantagens dos sistemas de R/C
RÁDIOS AM
Os rádios AM que ainda são muito usados aqui no Brasil devido
ao seu baixo preço e ao fato de muitos colegas ainda possuírem
aquele primeiro rádio adquirido quando ingressou no aeromodelismo. Esses
equipamentos quando bem conservados funcionam perfeitamente, dentro das suas
limitações técnicas. As principais limitações
de um rádio AM são:
- Baixa imunidade a interferências produzidas por ruídos elétricos,
pois os ruídos, devido a sua característica elétrica, localizam-se
nos picos da onda de rádio, justamente no local em que um rádio
AM transporta os sinais elétricos de controle.
- Baixa capacidade de rejeitar sinais interferentes de outros canais dentro da faixa de operação. Isso ocorre porque os receptor utilizados nos rádios AM são de conversão simples. A conversão de freqüência, faz parte do processo que o receptor utiliza para receber os sinais enviados pelo transmissor. Enquanto num receptor de AM esse processo acontece uma só vez, nos receptores de FM ele ocorre duas vezes, tornando o receptor mais "seletivo". Esses receptores podem ser identificados pela tarja vermelha onde está escrito [ DUAL CONVERSION ].
Se você utilizar seu rádio AM em zonas onde não existem muitos colegas voando juntos e que não possuam muitas fontes geradoras de ruído como industrias, estações de radio difusão etc, certamente você voará sem problema algum no rádio.
RADIOS FM - PPM
Os rádios FM, que trabalham com a codificação dos sinais em PPM também são chamados de rádios analógicos , não apresentam as limitações do rádio AM e, portanto, só tem vantagens em relação a este. São mais imunes aos ruídos elétricos pois a modulação é feita pela variação da freqüência da onda de rádio e não da amplitude como no AM. O receptor de FM trabalha no sistema de dupla conversão e por isso não sofre a interferência de outros canais.
RADIOS FM - PCM
Os rádios FM, que codificam os sinais dos sticks em PCM são conhecidos
também como rádios digitais. Fora essa particularidade, seu funcionamento
é idêntico ao de uma rádio FM PPM. A grande vantagem desse
tipo de rádio é que o seu receptor só identifica os sinais
codificados pelo transmissor, sendo portanto imune a qualquer outro tipo de
ruído ou interferência.
As variações do sinal elétrico produzida pelo stick são
enviadas a um microprocessador que as codifica em uma seqüência binária
( 1 e 0 ), também chamada de "palavra digital" , que é
enviada pelo transmissor até o receptor como nos processos analógicos.
Ao chegar no receptor, outro microprocessador "identifica " o código
e aciona o servo correspondente. O número 1024 que vem impresso na caixa
do rádio PCM, indica que o rádio pode codificar até 1024
posições diferentes do stick! Ou seja, para cada uma das 1024
posições que o stick for colocado, o rádio gerará
uma "palavra digital" que será enviada ao receptor.
Toda esse sofisticação tem um custo, geralmente medido em dólares...
CONCLUSÃO
Agora você tem condições de avaliar qual o melhor sistema
de R/C que deve comprar. Como e onde pode utilizar o rádio que você
possui, e também ficou sabendo porque um rádio custa mais caro
que outro.
Esse texto foi uma apresentação bem superficial, destinada a colegas
que não possuem conhecimentos mais profundos em eletrônica e telecomunicações.
Em artigos futuros, estarei abordando questões mais técnicas dos
equipamentos de R/C, destinada aos mais "iniciados"
Convém salientar que entre os maiores fabricantes de R/C, existem diferenças
entre o modo de operação dos equipamentos. Como exemplo posso
citar os rádios FM da JR que não utilizam receptores de dupla
conversão, preferindo o emprego de outros componentes diferentes. O resultado
disso é um receptor bem menor que o da Futaba com o mesmo desempenho.
Pessoal,
vez por outra recebo um rádio para consertar, cujo dono alega que estava
voando normalmente e de súbito perdeu o controle do modelo. Já
sei que depois de submeter o rádio a todos os testes com o equipamento
não vou encontrar defeito algum. Mas o colega não é maluco,
se ele perdeu o controle do modelo, alguma coisa houve.
Descartando-se
os casos em que a chave liga/desliga tinha mau contato, que os fios e/ou conectores
da bateria estavam oxidados ou frouxos, qua a própria bateria já
estava velhinha e esgotou a carga antes tempo e que não tenha havido
erro de pilotagem, certamente a causa da queda foi devido a uma INTERFERÊNCIA.
Mas
afinal o que é INTERFERÊNCIA? Deixando de lado a interferência
que algumas pessoas fazem nos assuntos dos outros, vamos nos restringir a interferência
que acontece nos sistemas de radiocomunicação onde um radio transmissor
envia sinais através do ar que serão captados por outro rádio
receptor distante.
O
sistema mais conhecido de radiocomunicação por todos são
as emissoras de radio comerciais de AM e FM. Nesse sistema, potentes transmissores
com vários KW ( quilowatts ) transmitem seus sinais em todas as direções
(omnidirecionais), abrangendo uma região que pode ser de algumas dezenas
de quilômetros no caso das transmissões em FM, até centenas
de quilômetros nas transmissões de AM.
Um
receptor de rádio quando sintonizado exatamente na frequência (
CANAL )de uma dessas emissoras irá receber os seus sinais na forma de
musica ou voz. Intuitivamente também sabemos que quanto maior for a POTÊNCIA
da emissora, mais longe serão captados os seus sinais. Por outro lado
quanto maior for a SENSIBILIDADE do receptor, melhor ele captará emissoras
distantes.
O
receptor porém deve apresentar uma outra caracteristica além da
SENSIBILIDADE, caracteristica essa, não tão importante quando
se trata de escutar musica ou notícias, mas primordial quando queremos
receber sinais de telecomando como é o caso do nosso radiocontrole, é
a SELETIVIDADE.
Enquanto a SENSIBILIDADE é responsável por fazer com que
o receptor receba sinais fracos, a SELETIVIDADE faz com que ele receba sómente
o sinal de uma determinada estação, na qual ele está SINTONIZADO,
REJEITANDO todos os outros sinais que estão presentes na sua ANTENA.
Sem
entrar em muitos detalhes técnicos, vamos apenas dizer que o circuitos
responsáveis pela SELETIVIDADE num receptor são os FILTROS.
FILTROS
são conjuntos de componentes eletrônicos projetados para deixarem
passar só uma frequência rejeitando as outras. Imagine a ANTENA
do receptor como uma peneira na qual você coloca certa quantidade de areia
e imagine que o diâmetro da tela da peneira é o FILTRO do receptor.
Assim como na peneira você vai ter grãos de areia de todos os tamanhos,
também na ANTENA do receptor voce terá várias frequências
( CANAIS ) presentes. Como na peneira só vão passar grãos
de determinado tamanho, também o receptor só irá receber
o CANAL para o qual o FILTRO foi SINTONIZADO.
Até
aqui tudo bem mas o que vai acontecer se ao invés de colocarmos um punhado
de areia na peneira colocarmos uma pá bem cheia? Certamente parte da
areia irá derramar pelas bordas da peneira causando INTERFERÊNCIA
na nossa areia peneirada! Ou seja, o FILTRO do receptor é projetado para
bloquear os sinais indesejáveis DENTRO DE UM DETERMINADO LIMITE! O que
eu quero dizer com isso é que se próximo ao receptor existir um
outro transmissor com potência bem maior que o nosso rádio, MESMO
QUE ELE NÃO ESTEJA EXAMENTE NA NOSSA FREQUÊNCIA IRÁ CAUSAR
INTERFERÊNCIA NO NOSSO RECEPTOR.
Além
da potência, existe outro fenômeno que causa INTERFERÊNCIA
em sistemas de rádio. São as chamadas frequências ( ondas
) harmônicas . Esse é um assunto que envolve um pouco de física
e matemática, por isso basta que saibamos que quando uma onda elétrica
é produzida no transmissor, junto com ela, chamada de FUNDAMENTAL ( onda
cuja frequência corresponde exatamente ao CANAL que estamos utilizando),
também são geradas várias outras ondas cujas frequências
são múltiplos da frequência original. Essas ondas são
chamadas de frequências IMAGENS da onda principal. A principal catacteristica
dessas ondas é que a medida que aumenta o múltiplo diminui a potência
das mesmas. Só para ilustar podemos imaginar que se temos um transmissor
de 10 watts de potência na frequência FUNDAMENTAL, a primeira harmônica
2IM ( 2 vezes a frequência fundamental ) possui sómente 3 watts
e a segunda harmônica 3IM ( 3 vezes a frequência fundamental) apenas
0,1 watt. Os valores são ficticios pois a relação entre
a potência das harmônicas é dada por uma fórmula matemática.
Voltemos ao nosso R/C. A potência de um transmissor de R/C varia
entre 0,4 - 0,7 watts ( 400 a 700 miliWatts). O filtro do nosso receptor é
projetado para bloquear frequências indesejáveis QUE TENHAM POTÊNCIA
DENTRO DESSA FAIXA. Só para exemplificar, se tivermos uma estação
de rádio operando nas proximidades da nossa pista e em uma frequência
que gere ondas harmônicas exatamente na frequência do CANAL que
estamos operando, se que essas ondas tiverem potência suficientemente
elevada para suplantar o FILTRO do nosso receptor - VAMOS SOFRER INTERFERÊNCIA!
Para
finalizar vamos ver como se caracteriza na prática essa tipo de INTERFERÊNCIA.
Você nota que o avião voa bem exeto em uma determinada área
da pista, geralmente na aproximação final, quando o modelo parece
que perde o controle - as vezes perde mesmo e cai. Você logo desconfia
do rádio porque o resto do pessoal que está voando sem problemas
. Provavelmente essa interferência só acontece no seu canal.
Tente
verficar com o pessoal que está voando se notaram alguma interferência
na mesma região da pista, em caso positivo qual o canal eles estão
utilizando.
Se
a INTERFERÊNCIA é continua, ou seja ao voar em determinada área
da pista o avião fica "maluco", pode ser indicação
de que a a INTERFERÊNCIA esteja sendo gerada por uma estação
comercial de AM ou FM nas proximidades.
Se
a INTERFERÊNCIA é aleatória - acontece de vez em quando,
podemos suspeitar de um transmissor de radioamador, faixa do cidadão
ou de outro serviço privado de telecomunicações.
Troque
o canal do rádio ( troque os cristais por outros de frequência
diferente e faça um teste novamente ). Se o problema desaparecer fica
claro que era um INTERFERÊNCIA específica no canal que você
estava utilizando.
Transmissões
do sistema de Rádio Chamada ( BIPS ) também podem interferir no
R/C uma vez que as frequências utilizadas nesse serviço fica localizada
exatamente dentro da faixa destinada aos R/C utilizando os canais ímpares.
Por exemplo entre o canal 20 ( 72.190MHz ) e o canal 21 ( 72.210MHz ) está
operando uma frequência de BIP de 72 200MHz !
Estações de rádio mal ajustadas, antenas transmissoras
mal acopladas, "butinas" que multiplicam varias vezes a potência
de uma estação de PX, geralmente mal construídas, são
alguma fontes de INTERFERÊNCIA nos R/C. Lembremo-nos que existem milhares
de sinais de todas as frequências e com varios niveis de potência
presente no ar que nos rodeia sem que saibamos nem de onde são gerados.
Resta para nós o elo mais fraco dessa corrente, matermos nossos equipamentos
bem ajustadas e em boas condições operacionais, pois só
assim não seremos surpreendidos com a famigerada INTERFERÊNCIA.
Na
edição de Outubro/2001 da RC Modeler, o consultor técnico
de R/C da revista, George Stainer, publicou um pequeno artigo sobre a influência
do tamanho da antena do receptor no funcionamento do equipamento de R/C. Em
seu relato, ele cita que muitos colegas que gostam de voar modelos muito pequenos
tem problemas com o tamanho da antena do receptor, pois além de causar
arrasto no modelo se ficar abanando na cauda, um movimento mais brusco pode
fazer com que o fio seja apanhado pela hélice causando a queda do modelo.
Os testes foram feitos de maneira
empírica, ou seja, no campo porém com a utilização
de aparelhagem específica para determinar as alterações
na intensidade do sinal recebida pelos receptores. Foram utilizados equipamentos
de R/C de todas as marcas porém sempre na faixa de 72 MHz.
Dobrando
uma antena normal de 39" ( 1 metro aproximadamente ) de maneira que ela
fique na forma de um "U" sendo que a parte maior fique com um comprimento
de 20" (50 cm aprox.) e o resto do fio colocado paralelamente com um separação
de 4" ( 10 cm), A recepção apresenta uma perda de 4% do
sinal recebido.
Cortando um pedaço de 3" ( 7,5 cm ) dessa mesma antena porém utilizando a mesma esticada normalmente a recepção não é afetada! Portanto se a antena do seu receptor tiver um pequeno pedaço cortado, não se preocupe o rádio vai continuar funcionando normal.
Agora cortando novamente o fio da antena e deixando ele sómente com 21" ( 53 cm ) a perda de sinal é de 16%. Isso pode representar um problema quando se utiliza micro receptores, uma vez que tendo esses equipamentos a banda mais larga, alguns deles simplesmente deixam de funcionar se um pedaço da antena for cortado. Não esqueça que os dados obtidos nessa experiência dependem muito do ambiente em que esta instalada a antena
Finalmente se cortarmos um pedaço de uma antena normal de 39" reduzindo o comprimento do fio a 18"( 45 cm ) o receptor simplesmente deixa de funcionar.
Por outro lado se enrolarmos uma antena normal ( 39") em um cartão de visita deixando sómente 18" de fio para ser esticado na fuselagem do modelo, teremos uma perda de sinal da ordem de 17%.
Por fim foram feitos ensaios com antenas encurtadas através de uma bobina de carga na sua base. Essas antenas são rígidas e tem o comprimento de 10" ( 25 cm ) sendo muito utilizadas em helicópteros. A perda de sinal na recepção é de 17%. Mesmo assim funcionam satisfatóriamente pois como se sabe a área de vôo de um helicóptero é bem menor que a área de uma aeromodelo.
Convém notar que os teste acima foram feitos com a distância de 30 metros entre o transmissor e o receptor, ou seja, em condições normais que um aeromodelista deve testar o alcance do seu rádio. Salienta também o técnico, que os valores apresentados na redução do sinal recebido representam uma média de várias medidas com vários receptores e transmissores, o que significa que em condições especiais de instalação esses valores podem mudar tanto para melhor quanto para pior.
Resumindo.
Sempre que possível, utilize a antena normal que vem instalada no seu receptor, esticando-a totalmente no sentido HORIZONTAL ao longo da fuselagem do modelo, assim voce estará garantindo a melhor performance do seu R/C.
Atenção - Não use o rádio p/descarregar a bateria
Pessoal,
tem chegado vários rádios ( transmissores ) na oficina com falta
de potência e até mesmo "queimados" por terem sido utilizados
para descarregar a bateria. É preciso que todos colegas aeromodelistas
saibam que descarregar as baterias não só é necessário
como fundamental para que as mesmas se mantenham sempre em boas condições
de operação.
Porém deve-se utilizar
um ciclador, ou um descarregador controlado para essa tarefa e nunca o próprio
rádio, pois o circuito de potência do rádio ( parte eletrônica
que envia os sinais para a antena do rádio ) não foi projetado
para funcionar contínuamente por um período muito grande de tempo.
Como a descarga da bateria, dependendo da carga que ainda lhe resta, pode levar
3 horas ou mais, o circuito esquentará demais e com o passar do tempo
acabará danificando o transistor de potência do rádio. Esse
componente normalmente já trabalha com a temperatura bem elevada em condições
normais, e certamente apresentará defeito se o rádio for usado
nessas condições.
A chance de queimar o rádio
aumenta se voce o deixar ligado COM A ANTENA BAIXA! Portanto sempre que for
deixar o rádio ligado por um período maior de tempo EXTENDA TODA
A ANTENA!
Tenha em mente que a melhor forma de ciclar ou
descarregar suas baterias com segurança é utilizando um equipamento
adequado. Assim voce não corre o risco de danificar o seu rádio
nem de "zerar" as baterias, o que pode ser fatal para o pack se na
hora de recarregá-las alguma pilha sofrer uma inversão de polaridade.
Veja na seção produtos dessa página como funciona o DESCARREGADOR ELETRÔNICO CONTROLADO. É um equipamento bem mais barato que um ciclador normal e evita todos os problemas citados acima
Pessoal,
com a divulgação na Internet do simulador de vôo FMS, muitos
colegas vem tentando construir seu próprio cabo de interface entre o
rádio e o computador.
Quero alertar a todos
que a entrada de trainer dos rádios Futaba, Airtronics e Hitec, além
do sinal digital ( pulsos ) de controle, ainda tem um pino referenciado a massa
( terra ) e outro com tensão positiva. Portanto qualquer curto circuito,
mesmo que momentâneo entre essse pinos certamente vai danificar o transmissor.
Faço esse alerta
porque tenho recebido um número relativamente grande de transmissores
com o circuito interno "queimado" depois que pessoas não habilitadas
técnicamente, tentaram fazer a conexão entre o rádio e
o micro com um cabo trainer proposto pelo site do FMS. Que fique claro que os
circuitos propostos no site funcionam perfeitamente, tanto o que utiliza a porta
paralela como o que utiliza a porta serial do micro. O problema é na
hora da montagem prática entre o cabo e o rádio
Tenho consertado rádios
cujo estrago varia de um simples regulador de voltagem até curtos circuitos
maiores que comprometem até a área de transmissão do rádio.
A minha sugestão
é que o serviço seja feito por pessoas que tenham algum conhecimento
de eletrônica e sobretudo alguma prática nesse tipo de montagem
de circuito. Particularmente EU NÃO FAÇO ESSES CABOS.
Outra idéia é
fazer os testes utilizando um rádio simples de 4 canais e só depois
do circuito estar funcionando a contendo ligá-lo a um rádio mais
caro.
A troca do módulo de RF nos rádios Futaba
Primeiramente
quero lembrar para aqueles que ainda não sabem que " Módulo
de RF " é aquela caixinha preta que fica embutida na parte trazeira
de alguns transmissores da Futaba como o 5UAP - 7UAP - 8UAP e seus equivalentes
"H". Agora também o 9CAP vem equipado com esse módulo.
Também para esclarecer aos colegas
menos ligados na eletrônica, é dentro desse módulo de RF
( Radio Frequência ) que fica instalado o cristal do transmissor e o circuito
de "potência" do rádio, ou seja o circuito responsável
pela irradiação do sinal de controle através da antena.
Pois bem, os colegas mais "fuçadores"
já descobriram que esse módulo É INTERCAMBIÁVEL
ENTRE QUALQUER TRANSMISSOR DA FUTABA - e também da Hitec mas isso já
é outra estória.
Como é no interior do módulo
de RF que é feita a modulação dos sinais digitais, se você
pegar um rádio antigo do tipo 5UAF - AM e trocar o módulo original
por um módulo do 7UAF por exemplo, o seu velho rádio AM passa
a transmitir em FM !
Da mesma forma se você colocar
o módulo do rádio AM no 7UAF ele "virará" um
AM ! É claro que essa troca não seria nada vantajosa afinal o
7 tem muito mais recursos que o 5, mas vale como exemplo.
Mas vamos ao assunto principal é
possivel então usar o modulo 8UAP no 9CAP e vice-versa? Sim. O módulo
de um funciona sem problemas no outro mas há um porém... O módulo
do 9CAP possui um circuito extra para filtragem do sinal transmitido com
a finalidade de impedir que sinais espúrios gerados no seu microprocessador
interno causem interferência no sinal digital que deve ser transmitido.
Esses ruídos poderiam gerar respostas erráticas do receptor prejudicando
o funcionamento do mesmo. A inclusão desse circuito adicional provoca
uma DIMINUIÇÃO NA POTÊNCIA TRANSMITIDA PELO RÁDIO.
Pessoalmente acredito que o desempenho geral do sistema não seja afetado
pela perda de potência afinal trata-se de um rádio "topo de
linha" e a Futaba não iria deixar um "furo desses".
O módulo do 8UAP é igual aos
demais modelos ( não tem esse circuito de filtro ) e portanto trabalham
com potência MAIOR DO QUE O MÓDULO DO 9CAP.
Como é que ficaria o funcionamento
dos rádios que tivessem os módulos trocados ?
O 9CAP com o módulo do 8UAP ficaria
sem o filtro e poderia, veja bem, PODERIA ocasionar algum tipo de mal funcionamento
no receptor.
Já o 8UAP com o módulo do
9CAP, simplesmente passaria a transmitir com potência menor, devido a
presença do circuito interno de filtro porém sem maiores problemas.
Toda essa discussão foi originada numa
lista de discussão entre aeromodelistas americanos. Inclusive a informação
sobre o circuito de filtro do 9CAP foi obtida por deles em contato com o suporte
técnico da FUTABA USA.
Sempre precavidos de serem alvos de alguma
medida judicial caso algum radiocontrole alterado fosse provocasse algum acidente,
a recomendação é que não seja feita a troca dos
módulos, afinal enquando o preço do módulo fica em torno
de US 100 - 200 , qual indenização judicial não seria menor
do que US 5.000. Portanto LÁ, por medida de economia NÃO SE DEVE
MEXER NOS EQUIPAMENTOS !
E por aqui ? Bem, por aqui vale tudo. A
maioria dos aeromodelistas brasileiros sequer se deram conta da responsabilidade
que paira sobre os seus ombros ao utilizarem um radiocontrole, por isso ainda
estão longe de se preocupar com medidas judiciais indenizatórias
por danos provocados pelos seus aeromodelos !
Quando
você for utilizar o seu rádio (transmissor) como joystick nos simuladores
de vôo de computador, não esqueça de retirar o cristal.
Essa medida impedirá que o rádio fique emitindo sinal pela
antena, evitando o aquecimento excessivo e desnecessário.
A retirada do cristal não impedirá
que o circuito digital do rádio funcione normalmente, produzindo o sinal
na saida do trainer para comandar o simulador.
A bateria, por sua vez, durará por
várias horas, uma vez que o circuito digital do rádio consome
bem menos energia que o circuito de transmissão.
A melhor solução entretanto,
é você comprar um rádio extra para o uso exclusivo no simulador,
retirando dele o cristal e a antena ( que podem ser aproveitados nos rádios
que você voa normalmente ) e instalando nele uma bateria usada que esteja
"encostada" na sua gaveta.
Cuidado com o receptor FUTABA R148 / 149 DP
Pessoal,
o receptor em questão é um excelente equipamento, exceto por um
pequeno detalhe mecânico na interligação das placas do seu
circuito. Ocorre que a placa onde estão localizados os terminais para
a conexão dos servos e da bateria, é fixada na placa principal
do receptor por uma série de delicados pinos metálicos, os quais,
devido a pressão aplicada na hora de encaixar os terminais dos servos
tendem a se romper.
A partir dai, vários
defeitos podem aparecer no receptor, tais como:
- Mau contato em determinado
canal ( ou canais ).
- Funcionamento intermitente.
- Canal ou canais inoperantes
- Receptor totalmente
inoperante ( quando rompem os pinos correspondentes aos terminais da bateria
)
Não
é necessário dizer o que acontece quando um dos defeitos acima
acontece durante um vôo...
A solução que
encontrei para esse problema, é a substituição desse pinos
por outros com maior diâmetro que proporciona uma melhor rigidez mecânica
ao conjunto. Para realizar esse trabalho é necessário desmontar
totalmente o receptor separando as suas três placas internas. É
um trabalho minucioso e delicado mas que apresenta um resultado definitivo,
ou seja, não incomoda nunca mais.
Aconselho a todos que operam seus
modelos com esse tipo de receptor para que dêem uma boa revisada nas conexões
dos servos e ao menor sinal de mau contato ou funcionamento intermitente enviem
o receptor para a manutenção. Certamente essa atitude evitará
prejuizos maiores.
Placas de um receptor R149DP ( PCM ) recebido para conserto
Segundo relato do proprietário o avião estava voando normal, quando subitamente deixou de responder aos comandos, não operando inclusive o Fail Save. Tudo leva a crer que tenha se rompido a conexão dos pinos da bateria.
A pancada foi tão violenta que a placa que recebe os
servos teve a borda quebrada e foi empurrada em direção a placa
principal "arrancando" alguns componentes que estavam soldados na
mesma.
Esse receptor foi totalmente recuperado após a instalação
dos componentes arrancados, a troca de um filtro quebrado da placa principal,
a substituição de TODOS os pinos de interligação
da placas e a calibragem do circuito.
Interferências nas cabeceiras da pista
É
comum o pessoal relatar que quando vem para o pouso a baixa altura sobre a pista,
observar um tremor no avião, cuja intensidade
varia de uma leve tremida até um descontrole total que parece que o avião
vai cair.
Esse
fato é quase sempre observado em TODAS as pistas e independe do canal
utilizado. Em algumas pistas porém, existe um local
bem determinado onde este fenômeno acontece. O pessoal diz: " - É
sempre no lado X ! "; enquanto outros dizem: "- É sempre no
lado Y ! ".
Quase
sempre depois de acontecimentos como estes, o telefone do Mano toca:
-
Mano, este final de semana aconteceu uma interferência no meu rádio,
acho que ele deve estar desregulado ou com defeito...
Primeiramente vamos deixar claro que o rádio NÃO SE DESREGULA,
sem que algum "expert" mexa nos circuitos sintonizados
internos, naquelas peçinhas metálicas que tem um parafuso no meio.
Então
se o rádio não está com problema, porque o avião
treme na cabeceira da pista?
Bem,
sabemos que quando o avião vem para o pouso, geralmente o motor está
na lenta ou bem próximo disso fazendo com que o
o modelo venha planando numa condição de quase "pré-stol",
ou seja, a sustenção é mínima devido a baixa velocidade.
Não precisa ser um
engenheiro aeronautico para saber que nestas condições qualquer
ocorrência externa, seja um sopro de vento ou uma diminuição
no sinal do rádio
vai desestabilizar o modelo. Estamos pois, numa condição crítica.
Isso
posto, vejamos o que pode estar acontecendo com o sinal do rádio.
Sabemos
que objetos metálicos refletem os sinais do rádio, mas também
grandes massas de água, quer seja na forma de lagos ou açudes,
ou mesmo lençóis freáticos no subsolo, também afetam
as ondas de rádio.
Este
é um dos motivos dos tremores do avião ao sobrevoar determinada
área da pista. Vejam que as vezes isso não ocorre exatamente nas
cabeceiras, mas em outro lugar do local de vôo. Mas é importante
notar que o problema quase sempre ocorre a baixas altitudes.
Outro
detalhe interessante é que as vezes apenas alguns canais são afetados
enquanto outros se comportam normalmente. Nestes
casos, basta trocar o canal do rádio e o problema desaparece!
A
explicação técnica do porque esse problema ocorre, tem
a ver com a reflexão das ondas de rádio e não cabe aqui
explicar, o importante é conhecer o problema e procurar as soluções.
Um
outro detalhe que pouquissímos aeromodelistas sabem diz respeito a posição
da antena do rádio ( transmissor ) em relação ao avião.
Através
da figura abaixo, podemos observar como o sinal do rádio é emitido
pela antena.

Podemos
ver que a área de sinal mais forte na antena do rádio são
as laterais, enquanto a área proxima a ponta da antena o sinal
é mais fraco. Isto quer dizer que se "apontarmos" a ponta da
antena para o avião, estaremos emitindo o mínimo de sinal, ou
a condição mais critica
para comandar o avião do ponto de vista do radiocontrole.
Bem
mas o que é que isso tem a ver com as interferências que aparecem
nas extremidades das pistas? Simples, além de estar
voando numa condição limite, aerodinâmicamente falando,
é comum vermos o aeromodelistas de frente para o modelo justamente com
a antena
do rádio apontando para o mesmo! É isso mesmo, se o rádio
estiver na posição vertical ( antena bem para cima ), o sinal
enviado para o receptor do avião será máximo, minimizando
quaisquer outros problemas que possam ocorrer.
Recebendo um sinal forte o controle do modelo será mais efetivo em qualquer
condição de vôo. É importante ter sempre isto em
mente até quando se está voando muito alto. Jamais apontar a antena
para o modelo.
Com
o advento dos modelos elétricos, os fabricantes de RC estão lançando
no mercado um número cada vez maior de micro e
mini receptores, e a FUTABA não foge a regra.
Esses
pequenos receptores são todos do tipo SINGLE CONVERSION - Conversão
Simples - e, portanto, devido ao menor
número de componentes, bem mais leves do que os receptores tradicionais.
Tem as suas limitações como alcance menor, geralmente 300 a 500m,
mas funcionam bem considerando-se que serão utilizados em modelos do
tipo PARK FLYER.
Além destas particularidades, existe outra bem importante: OS CRISTAIS
UTILIZADOS NELES SÃO DIFERENTES DAQUE-
LES UTILIZADOS NOS RECEPTORES MAIORES ( DUAL CONVERSION ).
Os
cristais destes receptores são SINGLE CONVERSION, ou seja, a freqüência
interna do cristal é diferente da freqüência
interna de um cristal usado em receptores Dual Conversion, MESMO QUE O NUMERO
DO CANAL ESCRITO NO CRISTAL SEJA O
MESMO!!!
Suponha
que você tem um conjunto FM básico composto por um transmissor
4YF e um receptor R127DF, e que opere no canal 40.
Então você compra um micro receptor qualquer da Futaba, o R146iP,
por exemplo, obviamente com o cristal do canal 40, para usar com o mesmo
transmissor. Se por qualquer motivo você colocar o cristal do receptor
R127DF nele, simplesmente ele não funcionará. A mesma coisa vai
acontecer
se você colocar o cristal 40 do receptor pequeno ( R146iP ) no grande.
Não vai funcionar. Isso porque o receptor pequeno é SINGLE e o
grande é
DUAL CONVERSION.
Veja
bem, esse estória de Single/ Dual, bem como aquela outra de HI Band ou
LOW Band DIZEM RESPEITO APENAS AOS
RECEPTORES. O transmissor não tem nada disso. Se o seu transmissor tiver
um cristal 40, como no exemplo acima, ele vai funcionar com QUAL-
QUER RECEPTOR seja SINGLE ( mini ou micro ) ou DUAL CONVERSION. No caso do canal
40, apenas o receptor deve ser HI Band ( 35 - 60 ).
Para
facilitar lembre-se que os cristais DUAL CONVERSION são utilizados nos
receptores que tem as letras "DF" ( FM ) e
"DP" ( PCM ). Os demais receptores utilizam cristais SINGLE CONVERSION.
Observe
também que enquanto os cristais DUAL tem a tarja VERMELHA os SINGLE tem
a tarja PRETA.
Alguns
exemplos:
Receptores DUAL CONVERSION

Cristais DUAL CONVERSION

Receptores SINGLE CONVERSION

Cristal SINGLE CONVERSION


6EX- 2.4GHz da Futaba DX7 Spektrum
Uma
nova tecnologia em radiocontroles está sendo colocada a disposição
dos modelistas no mundo todo: Os radios de 2.4GHz..
Primeiros os rádios eram AM, mais tarde FM, depois PCM que pode-se dizer
"era" o top de linha em materia confiabilidade devido a codificação
digital do sinal e da ausência de interferência provocada por ruídos.
Os rádios de 2.4 GHz utilizam um sistema de modulação
diferente de todos conhecidos atualmente pelos aeromodelistas: o DSM ( Digital
Spectrum
Modulation ). Este sistema baseado na tecnologia Spread Spectrum tem por base
a utlização constante das freqüências alocadas na faixa
dos 2.4GHZ.
A
segurança dessa faixa e do sistema Spread Spectrum é salientada
pelo fabricante do rádio dizendo que os orgãos mais importantes
dos EUA como a NASA, a CIA o FBI e outros orgãos do governo americano
utilizam essa faixa devido a grande confiabilidade que ela proporciona.
Deixando
de lado a parte mais técnica do funcionamento do rádio, vejamos
quais são as vantagens que ele apresenta em relação aos
RC tradiciona-
is.
-
Sistema de rádio totalmente sintetizado, receptor e transmissor não
utizam cristais.
-
Codificação dos sinais em 4096 bits ( o sistema tradicional mais
moderno da Futaba o 14MZ e o receptor padrão G3 trabalham com
2048 bits ! )
-
Tempo de resposta dos comandos de apenas 5,6 milisegundos ( nos radios FM esse
temdo é de 12 a 18 milisegundos )
-
Enlace de RF entre o transmissor e o receptor totalmente imune a interferências.
-
Alcance de 900 metros.
-
80 canais disponíveis ( apesar do usuário nem ficar sabendo qual
canal esta usando... )
-
Antena super pequenas - 3,75 polegadas ( 8 cm )
-
Possibilidade do receptor enviar dados para o transmissor ( telemetria )
-
Módulos de RF separados para utilizar em radios da Futaba e JR ( precisa
comprar o receptor DSM )
-
Consumo de bateria aproximadamente 40% menor tanto no transmissor quanto no
recepto.
-
Possibilidade de usar 2 ou até 4 receptores a bordo para aumentar a confiabilidade.
Funcionamento
Quando
o rádio ( transmissor) é ligado ele "varre" os 79 canais
da faixa até encontrar um canal que não esteja sendo usado. Esse
processo leva apenas 2 segundos! Caso não encontre nenhum canal livre,
o rádio continua a rastrear a faixa até encontrar um canal vago.Uma
vez encontrado um canal vago o rádio trava neste canal .
Cada módulo de rádio fabricado para operar nessa faixa recebe
um código serial chamado GUID ( Globally Unique Identification Code ).
Existem mais de 4 bilhões de combinações do GUID de modo
que é virtualmente impossível o receptor encontrar outro rádio
que tenha o código igual.
Na
primeira instalação do receptor, é necessário um
procedimento para "sintonizar" o receptor. Isso é feito uma
única vez e basta aproximar o rádio do receptor ( 1 metro aprox.
) e pressionar um botão existente no receptor. Após mais ou menos
30 segundos ele estará "travado" no sinal do rádio e
vai ignorar qualquer outro sinal que receber que não contenha esse código
( do rádio com quem ele está "casado" ).
É necessário fazer esse procedimento em cada receptor ( caso se
tenha vários receptores acionados pelo mesmo rádio ).
Na
próxima vez que o receptor for ligado ele vai procurar pelo rádio
cujo código tem gravado na memoria, quando achar o sinall do rádio
ele se trava
com o rádio e passa a funcionar normalmente comandando os servos da mesma
maneira que um radio comum. Caso o transmissor seja desligado ou o receptor
perca o sinal por qualquer outro motivo, ele automáticamente entra no
modo Fail Safe, mantendo os servos imobilizados nas posições pré
determinadas.
Caso
o receptor seja ligado ANTES do rádio, ele simplesmente permanecerá
"varrendo" cada um dos 79 canais a procura do sinal do rádio,
enquanto isso manterá os servos imóveis ( Fail Safe ).
O receptor da Spektrum AR6000 além de ser duplicado ( dois receptores
) num só ( DSM2 ), consequentemente tem duas antenas que devem fformar
um angulo de 90 º entre elas.
Esse
sistema da Spektrum que utiliza dois receptores, utiliza dois canais de rádio
diferentes dentro da faixa ( Dual Link ) a fim de garantir maior confiabilidade
ao sistema. O receptor ainda é capaz de transmitir sinais para o rádio,
possibilitando que se tenha uma telemetria do modelo como voltagem da bateria,
temperatura do motor e outros parâmetros. A Spektrum estava prometendo
essa facilidade na época que lançou o primeiro rádio (
o DX6 - 2005 ) para auto modelos. Não sei se realmente foi feito.
Segurança
Sabemos
que a faixa dos 2.4GHz em todo mundo é compartilhada com outros serviços,
como telefonia sem fio, redes sem fio de computadores
( wire less ) equipamentos médicos e etc. A pergunta que vem logo à
cabeça é: Todos esses serviços não vão interferir
uns nos outros? Certamente que não. A utilização da faixa
de 2.4GHz é regulada por convenções internacionais e uma
das premissas básicas é a sua livre utilização por
qualquer serviço, MAS QUALQUER
equipamento destinado a operar nesta faixa deve ter a capacidade de antes de
começar a operar, verificar se existe um ( ou mais ) canais vagos e só
a partir dai começar a funcionar. Ou seja se alguém resolver levar
um telefone sem fio que trabalhe em 2.4 GHz para o campo, assim que o equipamento
for ligado ele varrerá toda a faixa a procura de um canal para se instalar,
se houver aeromodelistas voando, os canais ocupados por eles não serão
"vistos" pelo telefone sem fio. Se for encontrado um canal vago ele
"trava" e começa a funcionar, se não fica procurando
até achar um. Este sistema é chamado de Coliision Avoidance -
Prevenção de Colisão.
Então
como vemos o sistema é muito bem bolado.
Outro detalhe interessante é que a Spektrum está produzindo Módulos
de RF para rádios da Futaba e da JR. Você troca o seu módulo
de 72 ou 50MHz por um de 2.4GHZ e pronto o seu rádio preferido com todos
os seu modelos na memória passa a transmitir em 2.4GHz. É claro
que será necessário você também comprar o receptor...
Maiores
informações veja em : Site
da Spektrum ( Inglês )
Site
da Diniz Esteves ( Portugês ) Comentário
muito bom a respeito do sistema, a pessoa apenas se enganou quando
afirma
que o DSM2 ( receptor AR6000 ) utiliza 2 canais iguais para se comunicar
com
o rádio. Na verdade são 2 canais DIFERENTES dentro da faixa.
Rádios de 2.4 GHz com problemas
Alguns
rádios 6EX FASST , 7C FASST e os módulos de RF TM ( 2.4GHz ) estão
apresentando problemas com a "identidade".
Como se sabe para que os rádios não interfiram uns nos outros
eles tem gravado na memória interna um numero único para cada
rádio ou módulo. Esse número está atrelado de alguma
forma ao numero de série de cada rádio e, como não pode,
ou não deveria ter dois rádios com o mesmo número de série
não tem como um rádio assumir a mesma codificação
que outro. Isso é algo como se os rádios de 2.4GHz da Futaba tivessem
disponíveis alguns milhões de canais para operar. Portanto se
cada um tem o seu canal não existe possibilidade de interferência
entre eles.
Pelas
informações que tem aparecido nos forums de RC e nos sites das
lojas que revendem os rádios da Futaba, alguns equipamentos de uma série
determinada ( listada mais abaixo ), estão interferindo em outros rádios,
o que significa que de alguma forma estes equipamentos, ao serem ligados, estão
assumindo numeros de codificação já existentes em outros.
Como
no site oficial da Futaba eles tratam o problema apenas como uma disfunção
de algumas unidades,
( http://2.4gigahertz.com/techsupport/service-advisory-tm7-7c-6ex.html ) sem
explicar o que e porque exatamente o problema está acontecendo, tem-se
especulado que o defeito possa existir devido a uma falha na marcação
do numero de série que colocou no mercado rádios com numeros iguais
e portanto codificações também iguais.
Outra
possibilidade ( pior ) é que estes rádios que tem problema estejam
perdendo a memória de codificação e assumindo um numero
de codificação
padrão. Ora se isso acontece em dois rádios que estão sendo
usados no mesmo local um irá interferir no outro uma vez que ambos estão
codificados com o mesmo numero ( numero padrão ).
Pessoalmente
não acredito que seja isso, creio mais é na confusão do
numero de série. A verdade é que como pode ser visto no site da
Futaba, ela esta disponibilizando para os donos deste equipamentos, o acesso
a centenas de lojas onde é possivel em poucos minutos verificar o funcionamento
dos rádios.
Certamente a Aeromodelli aqui no Brasil também está, ou estará
em breve, a disposição para que os modelistas brasileiros possam
checar se os seus rádios estão ou não funcionando corretamente.
Para
saber se o seu rádio é um dos "premiados" com o mal
funcionamento, veja o número de série na parte inferior do transmissor.
Se estiver usando o módulo TM-7 , o número de série está localizado na
parte de dentro do módulo. Os equipamentos com problemas pertencem a série:
Rádio 6EX: A7xxxxxxx sem o "I" (Inspected) autocolante;
Rádio 7C 07xxxxxxx sem o "I" (Inspected) autocolante e
Módulo TM-7 07xxxxxx sem o "I" (Inspected) autocolante
Os rádios da série 6EX ALL A8xxxxxxx ou sistemas A7xxxxxxx com o número de série que inclua o "I" (Inspected) autocolante; da série 7C ALL 08xxxxxxx ou sistemas 07xxxxxxx que incluem o "I" (Inspected) autocolante e os Módulos TM-7 ALL 08xxxxxx ou módulos com o 07xxxxxx que incluem o "I" (Inspected) autocolante, não tem problema nenhum e podem ser usados normalmente.
A
Futaba ainda faz algumas recomendações aos usuários dos
rádios FASST independente do numero de série estar ou não
na lista dos rádios onde foram constatados problemas, o que me leva a
crer que além destes já identificados, podem haver outros.
As
recomendações são:
1
- Antes de voar, fazer um teste de pré- vôo verificando o alcance
do rádio e também se o equipamento não está sofrendo
ou causando interferência em outros rádios de 2.4GHz que estiverem
operando no mesmo local. Este teste é feito ativando TODOS os rádios
FASST presentes no campo e verificando se não existe interação
( interferência ) entre eles. Caso isso ocorra é necessário
enviar o rádio para a assistência técnica para a correção
do problema.
2 - Cada vez que um rádio do sistema FASST é ligado ele
gasta alguns segundos para que ocorra o "boot-up" ( inicialização
) do rádio. Se for necessário desligar o rádio em seguida,
aguarde pelo menos 5 segundos após aparecer a voltagem da bateria no
display.
3
- Se for notado que o transmissor e o receptor perderam a linkagem, ou seja,
o receptor não está recebendo o código do transmissor,
ambos equipamentos deverão ser enviados para a assistência
técnica.
ATENÇÃO - Estes problemas ocorrem apenas entre os rádios da FUTABA. Os rádios da JR ou SPEKTRUM utilizam outro tipo de codificação e, portanto, podem funcionar sem nenhum problema mesmo em locais onde existam rádios da Futaba com o defeito relatado no texto acima.