Dicas

 

Não WD 40 no seu rádio

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              Este desengripante multi uso muito conhecido de todos os profissionais e hobbistas tem sido a causa de inumeros problemas não só entre os
aeromodelistas, mas também entre os usuarios de computadores e outros circuitos eletrônicos, sobretudo os mais modernos que utilizam componentes SMD
nas placas eletrônicas.
             Segundo a wikipedia ( http://pt.wikipedia.org/wiki/WD-40 ), o WD 40 foi desenvolvido por Norm Larsen (que então trabalhava para a Rocket Chemical Company) em 1953 para ser usado como eliminador d'água e anticorrosivo em circuitos elétricos. Inicialmente WD-40 fora usado para a manutenção e conservação de mísseis da NASA e na fuselagem de aeronaves. Mas não tardou e foram descobertos muitos outros usos para o WD-40.
              WD-40 significa: "Water Displacement 40th attempt" (dispersor de água na 40ª tentativa )
              Embora na sua embalagem diga que o produto Não é condutor de eletricidade isso não deve ser levado a sério quando se trata de circuitos
eletrônicos principalmente receptores e servos de RC, porque uma vez que o produto é aplicado na placa esta nunca mais volta a funcionar!!!
              Talvez para os circuitos eletrônicos existentes na època em que o produto foi desenvolvido, os quais usavam componentes discretos e com outro
tipo de montagem ( não SMD ), não houvesse problemas em aplicar o produto, ma atualmente a situação é diferente.
              Fica então o alerta a todos, aeromodelistas e hobbistas para que não utilizem o WD 40 sobre os circuitos.
              Se um receptor ou servo cair na água, retire-o da caixa e o coloque a secar por algumas horas no sol, na impossibilidade desta ação, seque com um secador de cabelo. Após secar, uma limpeza com um pincel e alcool isopropilico completam o serviço, é só deixar o alcool evaporar e montar o equipamento..
              Se a queda foi no mar, as placas devem ser lavadas com um pincel molhado em agua doce para retirar o sal, e após aplicar o procedimento acima.
             


Instale você mesmo um conector extra na bateria do rádio

 

        Se você tem um rádio cuja bateria para ser retirada é preciso desmontar toda a tampa trazeira, como os modelos - 4VF - 6XA - Conquest - Attack entre outros da Futaba, isso pode ser um problema para ligar um ciclador ou o Descarregador de baterias.
        Outra preocupação que escuto frequentemente do pessoal é o medo de que a retirada e colocação sistemática da bateria no rádio possa causar algum tipo de mal contato no conector da mesma.
        Existem duas soluções possíveis para resolver esse problema.
        A primeira e mais fácil é a simples eliminação do diodo interno do rádio ( * ) permitindo que a descarga seja feita pelo mesmo plug onde é colocado o carregador.
         A segunda mais trabalhosa mas que mantém inalterado o circuito original do rádio, é a instalação de um segundo conector na bateria que ficará acessível pela tampa da própria bateria onde o Descarregador ou ciclador poderá ser ligado, sem a necessidade de desconectar a bateria do circuito. Essa solução também pode ser empregada nos rádios que permitem a retirada da bateria fácilmente, evitando os problemas que poderão aparecer no conector da bateria devido ao "tira bateria - bota bateria ", e o que é mais importante e o que mais seguidamente acontece sobretudo nos rádios da JR - a colocação da bateria com a polaridade INVERTIDA - o casionando a queima do rádio.
         A seqüência de fotos abaixo mostra como deve instalar um segundo conector na bateria. No caso o conector utilizado foi retirado de um servo queimado, mas nada impede que seja colocado qualquer outro tipo.

                      Foto 1                                                Foto 2                                                   Foto 3                                                  Foto 4


                    Foto 5                                                  Foto 6                                                     Foto 7                                                  Foto 8

 

        Foto 1 - Retire a tampa da bateria e depois retire a tampa trazeira do rádio ( no 6XA/S é necessário retirar também o conector do trainer que fica preso na
tampa trazeira também ).
       Foto 2 - Desconecte a bateria.
       Foto 3 - Consiga um rabicho ( fio ) de servo, ou utilize um conector qualquer destes usados em computadores que tenha no mínimo 2 Fios.
       Foto 4 - Desemcape um dos fios próximo a bateria e enrole um fio do novo conector. Aqui foi feito no vermelho ( positivo )
       Foto 5 - Isole com uma fita para evitar curto-circuito.
       Foto 6 - Desemcape o outro fio ( preto ) e faça o mesmo procedimento.
       Foto 7 - Agora com os dois fios bem isolados, re-instale a bateria no rádio, cuidando para que o fio com o conector novo fique para fora da tampa trazeira,
comforme a Foto 8.
       
Remonte a tampa aparafusando os parafusos de fixação.
       Ajeite o conector novo num espaço junto à bateria que possibilite a colocação da tampa da mesma.
       Está concluído o serviço. Quando precisar "ciclar" a bateria, basta retirar a tampinha pequena, puxar o conector para fora e ligar o Descarregador ou o ciclador.

      ( * ) O diodo interno do rádio, é um componente eletrônico que os fabricantes instalam no circuito visando a proteção do rádio em caso de algum acidente que possa ocorrer durante o manuseio do plug de carga do rádio ( onde é ligado o carregador ).
              Esse componente permite a passagem da energia somente num sentido ( do carregador para a bateria ) impedindo o sentido inverso ( da bateria para o carregador, ciclador e etc ). Um curto circuito no plug do carregador ou internamente neste não produzirá nenhum dano no rádio. Considerando-se que esse tipo de problema é bem raro nos carregadores alguns fabricantes de cicladores como a Sirius Electronics ensinam como retirar o diodo da maioria dos RC em uso.
              É interessante notar que a utilização do diodo não é padronizada, radios como o Attack da Futaba não tem diodo! Alguns rádios da JR vem equipado com o diodo e outros não...
              Pessoalmente eu retiro os diodos dos rádios que eu utilizo e nunca tive qualquer problema por isto.

             Mano
              

 

 

Soldando baterias com estanho 

           É possível soldar baterias com estanho sem danificá-las, basta que o processo de soldagem seja rápido o suficiente para que o calor gerado pela solda
seja rápidamente dissipado, não provocando danos a célula.
          Para que isto seja possível, é necessário o uso de um soldador adequado ( 60 watts ) e a completa limpeza do local onde será feita a solda.
          As baterias de NiCd são mais resistentes ao calor mantendo as suas caracteristicas elétricas mesmo depois de serem aquecidas, porém as baterias de
Metal Hidreto ( NiMh ) são extremamente sensíveis a elevação da temperatura. Se uma bateria de NiMh aquecer demais devido a uma sobrecarga ( carga muito rápida ) a sua capacidade nominal diminuirá significativamente e jamais voltará a armazernar a carga total especificada no seu invólucro.
          Clique aqui e veja porque eu monto packs soldados a estanho que tem a mesma durabilidade dos packs com solda a ponto.
          Observe que utilizo OS DEDOS para fixar os TABS ( tiras de cobre estanhado que ligam uma bateria na outra ) , obviamente sem queimá-los...

 

 

 

 

  Receptores Futaba   

          A Futaba adotou um novo sistema para identificar os seus receptores, agora eles são chamados de LOW Band e HI Band.
          Essa mudança segundo a Futaba, visa proporcionar maior versatilidade aos receptores quanto ao canal no qual eles podem operar.
          Os receptores eram ajustados para um determinado canal de acordo com o cristal utilizado, se o aeromodelista quisesse mudar a freqüência do rádio, era obrigado a enviar o equipamento à assistência técnica a fim de proceder a recalibragem do mesmo.
          A Futaba recomendava que as trocas de canal sem necessidade de calibração, somente poderiam ser feitas quando o novo canal estivesse 2 canais acima
ou abaixo do canal original do receptor.
          Por exemplo, um receptor equipado com o cristal do canal 20 poderia operar nos canais 19 ou 18 e 21 ou 22 simplesmente trocando o cristal.
          No atual sistema a calibração é feita dividindo-se a faixa toda ( canais 11 a 60 ) em duas partes: Do canal do 11 até o 35 é a banda baixa LOW BAND;
e do canal do 36 até o 60, é a banda alta HI BAND, e os receptores são calibrados para o canal central destas duas sub-faixas.
         Então, um receptor marcado como LOW BAND esta ajustado para o canal 22 por exemplo e pode funcionar com qualquer cristal do 11 ao 35. Já outro receptor marcado como HI BAND está ajustado para o canal 47 podendo funcionar em qualquer canal do 36 até o 60.
          Se o receptor não tiver nenhuma indicação externa informando se é HI BAND ou LOW BAND, basta retirar o cristal e olhar dentro do receptor. Se for encontrada uma marca de tinta VERMELHA o receptor é HI, se não tiver nenhuma marca o receptor é LOW. ( * )
         Concluindo, se você quiser trocar o canal de um receptor Futaba observe o seguinte:

         1. Receptor NOVO -------> HI BAND - Utilize qualquer cristal entre o canal 36 ao 60 
                                                      LOW BAND - Utilize qualquer cristal entre o canal 11 ao 35
         
2. Receptor ANTIGO -----> Retire o cristal e veja se tem a marca vermelha ou não e obedeça o critério acima (**)
       
  3. Se precisar trocar de uma banda para outra, o receptor deverá ser recalibrado. (***)

        Observações:

        ( * )  Estas informações de como identificar a banda do receptor foram retiradas do site da Futaba ( http://www.futabarc.com/faq/faq-receivers.html#q736 ).
        
        ( **)  Existem alguns pontos, que pelo meno para mim, não ficam bem claros, por exemplo:
                  Eles dizem que é possível fazer a identificação do receptor antigo através da marca vermelha, verificando se o receptor é HI ou LOW. Certo.
Isto quer dizer que OS RECEPTORES ANTIGOS JÁ ERAM CALIBRADOS EM DUAS BANDAS.
                  Mais abaixo, explicando o é HI e LOW Band eles afirmam que: "... os nossos receptores AGORA estão sendo calibrados para o centro de cada
sub-banda...".

                  Fica claro que a palavra AGORA, esclarece que os receptores antigos não eram calibrados desta forma! Então prá que marca vermelha neles?
Ou será que sempre foram recalibrados desta maneira? Então porque recomendavam que a troca de cristais só poderia ser feita dois canais acima e dois abaixo do
canal original do receptor?
                  Particularmente para mim que trabalho com centenas destes receptores, estas informações não estão 100% corretas, ou pelo menos estão imcompletas.
Já encontrei vários receptores antigos ( R127DF ), sem marca, com marca vermelha e até com uma marca AZUL????!!! O que significa a marca AZUL???!!!
                 Lamento não ser mais claro neste assunto, mas como SEMPRE me baseio nas informações dos fabricantes, não posso fazer nada.
   
       ( ** )  Ná prática tenho observado que se o receptor for antigo, basta instalar o novo cristal e fazer um teste de alcance com o rádio. Se tudo estiver
OK é só voar. Isso me leva a crer que esses receptores não são ajustados para canais específicos e sim para o canal central da banda ( 35 ou 36 ).
                 Contudo sempre é recomendável seguir as instruções do fabricante e revisar a calibração do receptor.
                 Não devemos esquecer também que tudo que foi dito acima só pode ser aplicado para receptores QUE NÃO TENHAM SIDO MEXIDOS, isto é,
os núcleos das bobinas de sintonia permaneçam com o ajuste feito na fábrica.
                 Receptores adquiridos de segunda mão ( usados ) só é possivel ter certeza que estão corretamente sintonizados se forem submetidos a um teste de calibração, do contrário não tem como saber se foram alterados ou não.
                Se o receptor foi comprado novo e não foi mexido, mesmo que seja HI e você coloque um cristal LOW, certamente responderá de modo satisfatório
ao teste de alcance, bem como voará sem problemas. Isto acontece porque as frequências dos canais são muito próximas umas das outras e a perda se recepção
derivada da má sintonia cristal/circuito, não se traduz numa perda significativa de alcance.
                Certamente o funcionamento do receptor ficará instável quando se aproximar o limite máximo de recepção que é de 1.000 metros, mas como a maioria
dos vôos é feito a uma distância bem menor, nada de anormal será notado no funcionamento do receptor.
                A opinião escrita nestes dois últimos parágrafos é pessoal e baseada na minha prática como aeromodelista e técnico.

 

 


         

 

 

Freqüência / canal - Canal / freqüência

 

                   Achar o CANAL do rádio partindo da  FREQÜÊNCIA

     Qual o canal corresponde a freqüência 72810 MHz ?

1 - Retire o prefixo 72 e o 0 final. Fica apenas a dezena 81
2 - Subtraia 21 ( 81-21 = 60 )
3 - Divida o resultado por 2 ( 60/2 = 30 )
4 - Some 21 ( 30+21 = 51 )
      51 é o canal que corresponde a frequência 72810 MHz

Achar a FREQÜÊNCIA do rádio partindo do  CANAL

 Qual é a freqüência do canal 51 ?

1 - Subtraia 21 do número do canal ( 51-21 = 30 )
3 - Multiplique o resultado por 2 ( 30 x 2 = 60 )
4 - Some 21 ( 60 +21 = 81 )
5 - Acrescente a esquerda da dezena resultante o prefixo 72 e a direita o 0
      O número resultante 72810 é a frequência do canal 51

 

Canal
Freqüência
Canal
Freqüência
11
72010
 
36
72510
12
72030
 
37
72530
13
72050
 
38
72550
14
72070
 
39
72570
15
72090
 
40
72590
16
72110
 
41
72610
17
72130
 
42
72630
18
72150
 
43
72650
19
72170
 
44
72670
20
72190
 
45
72690
21
72210
 
46
72710
22
72230
 
47
72730
23
72250
 
48
72750
24
72270
 
49
72770
25
72290
 
50
72790
26
72310
 
51
72810
27
72330
 
52
72830
28
72350
 
53
72850
29
72370
 
54
72870
30
72390
 
55
72890
31
72410
 
56
72910
32
72430
 
57
72930
33
72450
 
58
72950
34
72470
 
59
72970
35
72490
 
60
72990



     

Para saber se o radiocontrole está funcionando bem, faça o seguinte teste:

                                        
                                        1- Ligue o transmissor e abaixe totalmente a antena.
                                        2 - Ligue o receptor no avião.
                                        3 - Afaste-se do avião até a distância de 30 metros (no mínimo).
                                        4 - Mova os sticks e peça para um colega observar se as superfícies do avião também se movimentam normalmente ( sem tremer ).

                                      Se as superfícies do avião se movimentam normalmente o seu RC está OK.

                                      NÃO VOE se ocorrerem uma ou mais situações abaixo:
                 - As superfícies do avião param de se movimentar antes que voce esteja a 30 metros de distância;
                 - Os servos tremem aleatóriamente sem que voce esteja movimentando os sticks;
                 - O rádio parece estar funcionando bem mas quando voce liga o motor um ou mais servos apresentam um tremor aleatório.

Dicas de instalação

      Não utilize linkagem metálica ( clévis ) no comando do acelerador do motor (caso o braço de controle do carburador também seja metálico), pois a vibração entre as peças metálicas pode provocar ruidos que irão interferir no rádio.

                Sob hipótese nenhuma corte um pedaço ou enrole o fio da antena do receptor, isso provocará um significativa
perda de alcance do rádio!

              - Instale o receptor sempre enrolado em uma camada de espuma de no mínimo 1 cm de espessura, isso evitará danos ao circuito em caso de queda do modelo ou vibração excessiva.

          - Servos tremendo quando o motor é ligado e/ou falta de alcançe, pode indicar que o filtro cerâmico do receptor está com problemas. Não tente voar nessas condições, você estará arriscando seu modelo e o que é pior, colocando a sua integridade física e dos demais colegas em perigo.

 

Aviões elétricos

           Primeiramente, quero deixar claro que a minha experiência com modelos elétricos não é muito grande, mas acredito
que por isso mesmo, estou naquela faixa de aeromodelistas que está querendo voar com um modelo elétrico mas não tem conseguido sucesso.
         Meu primeiro modelo elétrico foi um Electric Hots da Midwest .
         Parecia ser um bom modelo. Asa média com 120cm de envergadura, todo em balsa bem levinho, mas a motorização
era de doer. Um pack de baterias tamanho C com 7 pilhas Sanyo SR de 1400mA fornecendo uma tensão de 8,4 volts. Bem esse pack já era um "tijolo" por assim dizer. Imaginem um pack de automodelo com mais uma bateria atravessada num dos lados! Esta era a bateria do avião.
         O motor era um POWER 100 também da Midwest com tração direta no eixo (sem redução), consumindo 8,5 Ampéres para entregar 100 watts de potência no eixo!
         A hélice ( me recuso escrever "o hélice" , que embora correto soa mal pra caramba... ) era uma Tornado de plástico
5x4 e o controle do motor era apenas On/Off.
         Na foto da esquerda a minha filha Cássia com o "danado" e na direita na pista pronto para decolar ! (1994 )

   
      Pois bem o avião até que voava, só que... tinha que ter uma pista bem lisa e ele corria que nem um jato e lá no finalzinho decolava. A duração do vôo era de mais ou menos 3 a 4 MINUTOS!!!
      Dava até para fazer uns loops e uns rolls e depois a bateria terminava.
      Como todo aeromodelista tentei de tudo ( que eu sabia ) para tornar o modelo mais eficiente.
      Reduzi ainda mais o pêso, troquei as baterias de Niquel Cádmio ( NiCd )por outras de Niquel Metal Hidreto ( NiMh ) bem
mais leves e nada. Antes de abandonar o avião coloquei um motor OS .15cc nele e ainda fiz uns vôos.
      Minha segunda tentativa com os aviões elétricos foi com um aviãozinho do tipo treinador com um motor 280 e caixa de
redução de 4:1 acionado por um speed control da Robbe. Esse voava melhor mas a bateria de NiMh de 1700mA - 8,4 volts ainda pesava muito e o avião era muito lento.
       Descontente por ainda não ter encontrado o prazer de voar num elétrico igual àqueles que vemos nos vídeos americanos,
resolvi então radicalizar.
      Comprei um carregador TRITON da Great Planes, um speed control PIXIE 20 da Castle, um conjunto motor 280 com uma caixa de redução de 6:1 da GWS e montei duas baterias de 7,2 volts - 1400mA de Lítio.
        Bom agora faltava o modelo para colocar tudo isso. Olhei para a parede da oficina e lá estava um Sukhoizinho que eu tinha
construido a muito tempo para motor .049 cc e nunca tinha voado. Pensei é tú mesmo.
       Instalei toda a tralha, usandoi 3 micro servos HS55 da Hitec e coloquei uma hélice 10 x 6 recomendada para o motor, é isso mesmo 10 x 6 e fui para o campo. Programei o Speed testei a aceleração e arremessei o "bixo". Depois de alguns segundos de adrenalina elevada pois o avião parecia mais uma abelha voando prá lá e prá cá, consegui trimar o cara.
       Daí prá frente finalmente consegui saborear o vôo elétrico.
       É um vôo limpo, não faz barulho, você carrega o avião montado dentro do carro e voa em qualquer campinho próximo a sua casa. Outra falácia sobre os aviões elétricos é o vento. O pessoal diz que não dá para voar com vento, que o avião não tem força etc. Pura bobagem, pelas fotos vocês verão que fiz os teste todos com o meu modelo na praia onde o vento raramente tinha uma velocidade menor do que 15Km/h. É claro que você não querer voar seu avião elétrico com aquele vento que nem faz cócegas no seu Extra 33%,
mas também não é necessário que não tenha vento nenhum...

       Conclusão:

      Quem quiser voar com modelos elétricos precisará fazer um investimento inicial um pouco mais elevado na compra dos equipamentos e utilizar baterias de Lítio Polimero ou mesmo as de Lítio Ion ( * ).
      Essa decisão obrigará você a comprar um carregador especial para essas baterias do tipo TRITON, APACHE ou outros.
      O speed control também é diferente dos utilizados com baterias de NiCd e NiMh, porque diferente dessas baterias que podem ser utilizadas até a voltagem chegar próxima de zero, se a voltagem de uma bateria de Lítio baixar de 2,5 volts ela não aceitará mais carga ficando inutilizada. Por isso um speed control para baterias de NiCd/NiMh "corta " o motor quando a voltagem chega próxima dos 5 volts, garantindo que o receptor se manterá funcionando mesmo que o motor tenha parado, pois de outra maneira perderíamos o controle do modelo.
     Usando baterias de Lítio a voltagem de corte do motor é de 6,0 volts, agora não para garantir o funcionamento do receptor, mas sim para proteger a integridade das próprias baterias. Realmente a tensão mínima seria também de 5,0 volts , mas os fabricantes preferem cortar o motor antes para evitar que uma das células, geralmente são utilizadas no mínimo 2, possa ultrapassar o limite mínimo de tensão danificando-se.
        Isso pode ocorrer se uma bateria estiver mais fraca do que a outra.
       Como você pode ver a grande sacada dos aviões elétricos são as baterias de Lítio. Por que?
       A explicação é simples. A primeira razão é que esse tipo de bateria tem uma "resistência interna muito baixa ". Isso faz com que mantenham a voltagem em seus terminais com uma queda mínima mesmo quando estão fornecendo altas correntes.
       Com isso o período de tempo de utilização - quando o motor está funcionando - é bem maior daquele obtido quando utilizamos as baterias de NiCd e NiMh.
        Imagine que você tem um motor que funciona com 7,2 volts ( nominal). Você monta um pack com 6 baterias de NiMh de
1800 mA ou mais e pensa: Tá mais do que bom...
       Errado! Primeiro porque quando você ligar o motor do avião vai ver que ele fica "xôxo". Se você ainda assim teimar e
arremessar o modelo verá que ele dara uma planada e vai ao chão. Falta potência para subir.
       Se você entender um pouquinho de eletrônica e dispor de um multímetro digital, faça o seguinte teste: Consiga um jeito de colocar as ponteiras do multímetro nos terminais da bateria e peça para alguém acionar o motor. CUIDADO COM A HÉLICE!!!!
      Você notará que a voltagem indicada pelo instrumento que era de aproximadamente 8,5 volts com o motor desligado, quando esse está " a pleno " a voltagem diminui para uns 5,5 a 6,0 volts! Isso explica porque o motor não tem força ( torque).
      Ai você pensa: se a voltagem cai tanto então basta colocar mais duas pilhas no pack e tudo está resolvido. Elétricamente
está correto mas você já pensou no pêso de um pack de 8 células ( 9,6 volts )? Não ? Então eu vou lhe dizer 230g. Sabe quanto pesa um pack da mesma capacidade com 2 baterias de Lítio fornecendo 7,2 volts cuja voltagem não vai diminuir quando você ligar o motor? 84 g!!!
      Não é preciso dizer a diferença que fazem 146 g num modelo elétrico como o meu que pesa, pronto para voar, 350 g.
      É apenas 50% do pêso do modêlo!
      Só isso já justificaria o uso das baterias de Lítio.
      Poderíamos ainda falar no sistema de carga onde as baterias de Lítio tem uma vida maior dos as de NiMh quando carregadas com altas taxas de carga, menor volume dentro do modelo, etc...
      Então se você desistiu do seu avião elétrico, não se desfaça dele. Aos poucos vá adquirindo cada componente do sistema e depois coloque tudo no avião e compare a performance.
      Compre primeiro o speed control, ele é mais caro que o utilizado com baterias de NiCd /NiMh , mas por outro lado ele é programável e você pode utilizar com qualquer dos 3 tipos de baterias ( NiCd, NiMh e Lítio ).
      O carregador é a mesma coisa, compre um carregador que carregue baterias de Lítio e ele também servirá para as outras baterias, no caso do TRITON até para baterias Chumbo Ácido usadas nas caixas de campo, isso quer dizer que a partir da bateria do seu carro ( 12v ) , você pode carregar todas as baterias que você precisa para o seu hobby!
     Acredite o carregador se paga logo, logo.
     Mas atenção, compre sómente equipamentos de marcas consagradas cuja eficiência é comprovada para não ter surpresas
desagradáveis durante o uso ( * ).
     Abaixo algumas fotos do meu Sukhoi elétrico.

                                                 Instalando a bateria

                                                       Subindo

                                               Passagem baixa

( * ) Aviso da AMA sobre a utilização das baterias de Lítio.

       Tem circulado pela Internet um texto da AMA ( Academy of Model Aeronauticsl ) traduzido para o português pelo
colega Edson Maluf da ABA ( Associação Brasileira de Aeromodelismo ) onde é enfatizado o cuidado necessário para a utilização das baterias de Lítio.
       O texto é perfeito e muito pertinente e deve ser divulgado para o maior número possível de aeromodelistas, sobretudo para aqueles que utilizem ou pretendam utilizar esse tipo de bateria.
       Por outro lado não devemos "demonizar" as baterias de Lítio como se fossem dispositivos altamente perigosos que podem incendiar a nossa residência ou queimar as nossas mãos.
      Corretamente utilizadas são excelentes baterias e só nos trarão alegrias.
      É claro que quando carregadas com carregadores inadequados e manuseadas além das suas caracteristicas normais, se transformarão em bombas incendiárias respeitáveis.
     Aliás queimar mãos e incendiar casas não é um previlégio só das baterias de Lítio. Conheço um colega que afoito para voar ligou uma baterias de NiCd de 9,6volts 650mA num carregador rápido e programou a taxa de carga para uma corrente de 5 Ampéres. Quando avisaram ele que a bateria estava exalando um cheiro estranho e ele foi pegá-la a mesma estourou na sua mão!
      Nem por isso poderemos afirmar que as inocentes baterias dos nossos transmissores são "bombas perigosas "!
      Quando ofendidas até mesmo as pacatas baterias reagem...

     Conselho 1 - Eu tenho uma experiência pequena com modelos elétricos, por isso recomendo o Forum do Evôo ( www.evoo.com ) ali tem um pessoal que conhece bastante sobre vôo elétrico. Você vai encontrar quase todas, se não todas as respostas para as suas dúvidas. Se não encontrar é só deixar um post ( mensagem ) que certamente alguém irá lhe ajudar..

    Conselho 2 - Modelos elétricos ( aviões e helicópteros ) baratos NÃO SÃO BONS. Até podem voar mas com bastante limitação e em condições especiais - sem vento e em ambientes fechados.
                  Lembre-se, comprar um modelo barato só vai lhe trazer dores de cabeça e pouquissima satisfação. Estes modelos quando estragam NÃO TEM CONSERTO, portanto você terá que jogá-los no LIXO! E lá se foi o seu dinheiro...

    Conselho 3 - Compre um modelo que seja indicado por algum aeromodelista que voe e conheça o equipamento. Não vá na onda de vendedores sobretudo em anúncios pela Internet.

                   Mano

 

 


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