Quem somos

 

 

          Nossa oficina de manutenção de radiocontroles e eletrônica aplicada ao modelismo foi criada em 1998. Nela trabalhamos eu João Rubens Mano e meu filho João Rubens Mano Júnior. Ambos somos aeromodelistas - construimos e voamos nossos modelos. Nossos modelos preferidos são os aviões militares ( War Birds ). Começamos a voar com RC em 1991 (antes voávamos VCC - U Control ).
         Sou formado em eletrotécnica pelo CTI ( Colégio Técnico Industrial ) da cidade do Rio Grande RS no ano de 1973.Porém sempre trabalhei com eletrônica e telecomunicações.
         Em 1974 ingressei no Depto. de Telecomunicações da CEEE ( Cia. Estadual de Energia Elétrica - RS ) onde trabalhei durante 23 anos no projeto, instalação e manutenção de sistemas de telecomunicações. Participei da implantação do sistema de SHF (micro ondas) e UHF da CEEE destinado a operação do sistema de potência ( geração e distribuição de energia elétrica ).          Colaborei com a equipe do Departamento de Supervisão do Sistema de Potência da CEEE no desenvolvimento de bancos de dados e ferramentas em linguagem C, para a construção e operação do Sistema de Supervisão das usinas de geração e linhas de transmissão de energia.
         Esse sistema de supervisão em tempo real, desenvolvido totalmente dentro da CEEE, deu à nossa equipe técnica um lugar de destaque no XIII SNPTEE - Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica em Camboriu SC 1995.
        Tenho alguns cursos de especialização na área de telecomunicações e eletrônica entre eles destaco:

- Rádios e Multiplex UHF Standart Elétrica no Rio de Janeiro RJ
- Eletrônica Digital promovido pela Eletrobrás em S.José dos Campos SP
- Rádios UHF digitais da NEC em Porto Alegre RS
- Microprocessadores promovido pela Eletrobrás Porto Alegre RS
- Comunicações por linhas de alta tensão (OPLAT) equipamento CART 4 da GE em Sete Lagoas MG
- Rádios VHF Philips/Johnson na SEICOM em São Paulo SP

Também sou radioamador desde 1975, meu prefixo é PY3-JM. Atualmente operando pouco devido a falta de tempo.

            O Mano Júnior é técnico eletrônico formado pelo pelo Colégio Cristo Redentor - Canoas em 1995 e posteriormente Graduado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS e atualmente faz mestrado em Informática na mesma instituição.

            Na oficina eu trabalho mais na bancada realizando as manutenções e ele dedica-se aos novos projetos.

      

Foto parcial do intrumental de bancada onde podemos ver um Frequencímetro Digital de 500MHz da Minipa, um Gerador de Sinais de 80MHz da Labo, um Osciloscópio Digital TD220 60MHz da Tektronics,embaixo um outro Osciloscópio da WGB tambem de duplo traço, 20MHz utilizado como display do Analisador de Espectro WBG de 512MHz acoplado a um Gerador de Rastreio. Em cima uma fonte 0-30 VDC, regulada e estabilizada com proteção contra curtos e regulagem de corrente ( essa feita "em casa " )

Outra foto mais antiga da bancada onde podem ser vistos outros equipamentos.

Vista da estante oposta a bancada onde estão alguns rádios para conserto.

 

 

 

 

Oficina cheia



                       Peço colaboração dos colegas para que tenham um pouco de paciência quando enviarem radios para conserto, estou trabalhando com prazos maiores para o envio dos orçamentos devido ao volume de serviço que chega a oficina.
                       Além dos consertos na bancada , atendo a inúmero telefonemas diáriamente com pedidos de informações sobre os equipamentos, consultas sobre baterias, orientações de como enviar os rádios para a oficina e ainda tento responder todos os email´s que recebo.
                       Muitas informações porém, estão contidas neste site e basta um pouco de paciência para encontrá-las. Lógicamente aos colegas que não dispõe de acesso a Internet, resta apenas o contato telefônico o qual sempre atenderei com o máximo prazer.
                       As fotos a seguir proporcionam uma idéia da quantidade de equipamentos atendidos atualmente.

 

 

 

 

            

 

Porque não posso revender produtos da Aeromodelli e da Diniz Esteves?

            

 

                  Todos que me conhecem, cerca de 2.000 clientes em todo o Brasil sabem que a minha atividade fim é a manutenção de equipamentos de radiocontroles. Tem sido assim há aproximadamente 15 anos.
                  Para desenvolver essa atividade faço investimentos em equipamentos de testes, possuo uma logística razoável para a importação de componentes eletrônicos inexistentes no mercado nacional, os quais, são necessários para oferecer um trabalho de boa qualidade aos aeromodelistas que procuram os meus serviços.
                 Assinaturas de revistas importadas e participação constante em fóruns nacionais e internacionais específicos sobre radiocontroles me permitem ficar razoavelmente informado prestando ajuda e esclarecimento a todos aqueles que me procuram com dúvidas e problemas nessa área.
                 Quem já fez contato comigo pessoalmente, por e-mail ou por telefone sabe disso.
                 Entretanto seguidamente eu sou questionado pelos clientes porque não disponho de equipamentos de RC à venda. A minha resposta sempre foi à mesma: Eu tenho uma empresa pequena e para trabalhar com vendas certamente precisaria montar uma segunda estrutura, fisico-fiscal-pessoal a qual certamente agregaria custos e diminuição no tempo de atendimento aos clientes.
                 Porém as solicitações por equipamentos novos cresceram de tal forma que depois de "convencer" um familiar a me ajudar, resolvi que já estava na hora de encarar o desafio.
                 O que eu nem imaginava eram as dificuldades que me aguardavam.
                 Para iniciar, elaborei uma lista de peças e produtos mais procurados pelos clientes como servos, cristais, chaves, receptores e pelo menos dois conjuntos de rádios completos, um mais simples de quatro canais e outro de seis canais, e na medida que o material fosse sendo vendido eu iria repondo o pequeno estoque.
                 Qualquer outro ítem fora da lista básica, bastaria fazer a compra junto ao distribuidor, como fazem a maioria dos lojistas.

 

O cadastro na Diniz Esteves

                 No primeiro contato telefônico com a funcionária da Diniz, esta foi logo dizendo que a política da empresa não permitia o cadastro de "Lojas Virtuais" que vendem apenas pela Internet.( 1 ) Argumentei com a pessoa que eu não tinha uma loja virtual, que a minha loja era bem real e conhecida em todo o Brasil. Não adiantou nada. Ela exigiu que eu enviasse fotos da loja por e-mail para eles analisarem... ( 2 ) Sabendo que existem revendedores no interior do Brasil que literalmente trabalham em casa estranhei ainda mais a exigência. Mesmo assim fiz as fotos e enviei pra ela. Depois de alguns dias, com trocas de e-mail e telefonemas finalmente ganhei a minha "alforria" e consegui cadastrar a minha empresa.
                 Para a minha surpresa porém, fui informado que a primeira compra deveria ser de no mínimo 3.000 dólares, pagos à vista e que nos meses subseqüentes o valor mínimo cairia para cerca de 3,5% desse valor. Sinceramente não estava pensando em imobilizar um volume de dinheiro dessa ordem, mas tudo bem, fui fazer o pedido.
                 Percorrendo a lista de produtos (que é imensa) percebi que justamente os itens mais simples e de maior consumo dos meus clientes estavam "indisponíveis" para a compra. Isso significava que eu teria que imobilizar quase R$ 7000,00 em materiais cuja venda, pelo elevado valor, fica difícil até ser feita parcelada!
                 Resumindo estou esperando a oportunidade para comprar R$ 7.000,00 de servos, cristais e outros pequenos acessórios...

 

O cadastro na Aeromodelli

                  Inocentemente, acreditei que o cadastro na Aeromodelli seria mais tranqüilo até porque no próprio site da empresa existe um campo onde se lê “CADASTRE A SUA EMPRESA", seja um revendedor Aeromodelli; me enganei, o processo foi mais ou menos como na Diniz.
                 Acessei a ficha cadastral e pacientemente coloquei lá todos os meus dados pessoais e da empresa e, conforme a orientação enviei para a empresa. Depois de preencher a ficha aparecia uma mensagem “Aguarde que em BREVE entraremos em contato". Fiquei aguardando...
                  Passaram-se alguns dias e nada. Resolvi telefonar. A pessoa que me atendeu disse que não havia recebido nenhum pedido de cadastro e solicitoou que eu enviasse um e-mail para que ela me enviasse uma nova ficha cadastral. ( 3 ) Mandei o e-mail e aguardei alguns dias. Como não recebi resposta, voltei a telefonar. Depois de um pedido de desculpas, a funcionária disse que enviaria a ficha. Ainda brinquei com ela dizendo que eu esperava que o cadastro na Aeromodelli não fosse tão complicado como na Diniz, ao que ela retrucou que eu ficasse tranqüilo porque com eles “Seria um pouco mais fácil...”, palavras dela.
                 Realmente poucos minutos depois recebi a "bendita ficha". Apressei-me em preenchê-la e enviar para a referida sra. ou srta. sei lá.
                 Durante a semana seguinte mandei uns três e-mails para saber se o cadastro tinha sido aprovado. Nada de resposta. No décimo dia resolvi telefonar.
                 A mesma pessoa atendeu ao telefone e assim que eu me identifiquei perguntando como estava a situação do meu cadastro, começaram as repostas interessantes.
                 Primeiro ela disse que a minha situação estava "difícil" (antes era fácil); quando perguntei porque ela disse que havia muitas lojas na minha região??? Argumentei que havia apenas uma loja em Porto Alegre, ao que ela retrucou que estava se referindo ao RS ???!!! Lembrei a ela que de acordo com o site da Aeromodelli havia revendas em cinco cidades gaúchas apenas, enquanto em SP havia 32!!!!
                Perguntei o que isso interessava pra eles, afinal o negócio deles não é vender? Então quanto mais distribuidores tiver melhor!! Silêncio. Percebi logo que a história era a mesma da Diniz, por algum motivo que ainda irei descobrir eles não querem ter a minha empresa como revendedor.
                 A gota dágua porem foi quando ela disse que a primeira compra teria que ser de no mínimo R$ 7.000,00. Acho que ambas empresas combinaram o valor, apenas uma trabalha com dólar e a outra com reais...
                 Agradeci gentilmente a atenção dela e disse que não tinha mais interesse em ser um distribuidor dos produtos importados pela Aeromodelli.

( 1 ) Não entendo como uma empresa que se dedica a vender algum produto queira impor limitações na forma de trabalhar dos revendedores. Afinal se o camarada compra pra revender o que interessa para o atacadista, a forma como ele vai trabalhar. Ou será que o atacadista tem um valor para uma loja que está instalada num shopping e outro valor para uma loja que vende numa garagem? Para mim isso não faz sentido.

( 2 ) E se o camarada pegar uma foto de uma loja bem instalada com uma grande vitrine e colocar o seu nome de fantasia na frente? Atualmente qualquer um pode fazer isso com um computador, como é que fica? O cadastro é aprovado na hora?

( 3 ) Porque colocar uma opção de cadastro no site da empresa se ninguém vai analisar os dados enviados pelos proponentes?

 

A minha opinião sobre tudo isso

                   É lamentável que os donos destas grandes empresas, tratem desta forma alguém que apenas quer comprar os seus produtos.
                   Prefiro pensar que todas as exigências absurdas provém da cabeça de algum gerente desavisado que, ao impô-las, mancha o nome da empresa.
                  Não seria crível pensar que alguém constrói uma empresa como a Aeromodelli ou a Diniz, discrimine os clientes, vendendo para uns e para outros não.
                  Conheço algumas revendas no Brasil , sobretudo nas cidades do interior, onde o produto principal da loja não é o aeromodelismo, e mesmo assim são cadastradas juntos aos distribuidores. Como explicar isso?
                   A politica de privilegiar apenas os lojistas mais abastados, geralmente estabelecidos nos grandes centros, faz com que inúmeros clientes reclamem que na sua região não existe nenhuma loja que venda produtos de aeromodelismo.
                  Não precisa ser um gênio ou mestre em economia para entender que a palavra chave atualmente, em qualquer ramo de negócio é redução de custos. Isso significa preços menores e melhores vendas. Não é por acaso que muitas lojas fecharam as portas depois que começaram as vendas pela Internet.                   Penso que atualmente só alguém com muito dinheiro pode manter uma estrutura formal de comercio com o pagamento de todas as obrigações fiscais e os custos operacionais.
                    Com a margem de lucro da revenda dos produtos não é fácil repor o estoque a inda ganhar algum dinheiro.
                    Finalizando, peço desculpas a todos os meus clientes porque não vou poder servi-los como gostaria.
                    Por outro lado, no meu trabalho de manutenção, continuarei fazendo o melhor possível e, sobretudo dando a cada um de você o RESPEITO que você merecem, independentemente se você é um agricultor ou um industrial, porque para mim, ambos são dois clientes iguais. Aeromodelistas.

Mano